Queria ver: Eu!
Queria dizer: Tu!
De repente...Deus!
Sois apenas Um!
As palavras, misteriosas palavras, dilaceradas palavras no jardim
Deixe a porta aberta no dia-a-dia diluído do cotidiano
Faça amor entre onomatopéias liquidificadas no calor
Escute os anjos, a cidade é cortada por ondas de notícias, palavras sem fim
Verde, amarelo, vermelho e o sinal coordena o caos das ruas paradas
A realidade crua é envolvida num etílico brinde para ser vivida
A noite gira num processo de curtição e bate-papos infinitos na net
O silêncio que acontece é o amor que floresce no olhar-carinho que nos veste
Queria ver a madrugada-sorriso e o sorriso da madrugada em tu
Queria dizer que quando fecho os olhos vejo eu-você e você...eu
De repente, em meus delírios noturnos, nos meus pulos-abismos, Deus!
Sois apenas, a imagem no espelho, o verme que rasteja, o homem que muito pensa, um!
As palavras, misteriosas palavras, dilaceradas palavras no jardim...
MAURO ROCHA 08/10/2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
QUARTO MINGUANTE
Quando quero a alma parece sua
Hoje está indefinida a estação
Hoje está definida a solidão
Navego em livros lisérgicos em busca de palavras esdrúxulas
A fé está onde você encontra, mergulho no abismo de mim mesmo...
Não sinta pena de sua carne e nem reclame do preço que você paga por sustentá-la
O mundo é o mesmo, o que muda são as formas que a humanidade dá ao mundo
Tudo bem, você vai dizer: Quanta acidez!
Mas, será eu ou minha alma que está corroída com tanta insensatez ?
Ou será os delírios de um anjo estatelado na avenida Atlântida?
Ou será a poesia presa na garganta?
Quando quero a rua parece sua
Quando eu quero a lua parece nua
Hoje o dia está lindo
Hoje estou vivo...
MAURO ROCHA 06/10/2009
sábado, 26 de setembro de 2009
COMETA
O tempo veio com sua máscara cheia de rugas
E me fez perguntas lúdicas
A uva que ponho para conservar
É o vinho que sirvo na mesa do jantar
O que eu quero é ser feliz
Eu disse isso coçando meu nariz
Mas isso é o que todo mundo quer
Disse-me o tempo com um ar qualquer
E o vento passa mexendo com as árvores
Agitando as nuvens paradas
Olho para o tempo e me perco em seus horizontes
Mas tudo segue e os relógios dão suas badaladas
Mas nem tudo tem consentimento
Nem tudo está de acordo com o momento
O tempo folheia um livro com algumas folhas em branco
Mal sabe ele que algumas páginas foram arrancadas sem pranto
Veja o que faço! Divago sobre árvores e nuvens
E o poema que nem está pronto
E o amor que chega como um estranho
Abre a porta, a janela, o mundo e anda nas nuvens...
Que loucura minha, minha loucura, sua.
Na cidade vazia e tão cheia de pernas
Que o tempo passa despercebido pela rua
E despercebidamente ando por curvas paralelas
E a folha ainda está em branco esperando o poema
Mas o que direi agora que à noite me encanta?
Serei mesmo o poeta? Ou é apenas a dança do vento?
Cheio de rugas estou diante da máscara do tempo...
MAURO ROCHA 24/09/2009
E me fez perguntas lúdicas
A uva que ponho para conservar
É o vinho que sirvo na mesa do jantar
O que eu quero é ser feliz
Eu disse isso coçando meu nariz
Mas isso é o que todo mundo quer
Disse-me o tempo com um ar qualquer
E o vento passa mexendo com as árvores
Agitando as nuvens paradas
Olho para o tempo e me perco em seus horizontes
Mas tudo segue e os relógios dão suas badaladas
Mas nem tudo tem consentimento
Nem tudo está de acordo com o momento
O tempo folheia um livro com algumas folhas em branco
Mal sabe ele que algumas páginas foram arrancadas sem pranto
Veja o que faço! Divago sobre árvores e nuvens
E o poema que nem está pronto
E o amor que chega como um estranho
Abre a porta, a janela, o mundo e anda nas nuvens...
Que loucura minha, minha loucura, sua.
Na cidade vazia e tão cheia de pernas
Que o tempo passa despercebido pela rua
E despercebidamente ando por curvas paralelas
E a folha ainda está em branco esperando o poema
Mas o que direi agora que à noite me encanta?
Serei mesmo o poeta? Ou é apenas a dança do vento?
Cheio de rugas estou diante da máscara do tempo...
MAURO ROCHA 24/09/2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
PECADO
Os olhos e os lábios em movimento na cidade
Quando abro a porta me deparo com a estação
Salto sem asas para o infinito horizonte da noite
Perdidos procuram a lua...Os loucos de paixão
Na cidade iluminada anjos e demônios cruzam a avenida
Quando abro a porta me deparo com as promessas de um bom ano
Diamantes são lágrimas petrificadas no olhar da Medusa
Perdido, mordo a maçã para sentir o gosto de teu beijo
Os espíritos dançam com seus amores eternos
Quando abro a porta me deparo com desejos mundanos
Não procuro respostas exatas, mas, lúdicas palavras
Os momentos desperdiçados são tesouros perdidos nas lembranças
A lua olha para mim no infinito da noite
Quando abro a porta me deparo com a dança do passado com o futuro
O destino embaralha as cartas...O ás do amor não mira na sorte
Olhos e lábios na cidade em movimento...
MAURO ROCHA 03/09/2009
Quando abro a porta me deparo com a estação
Salto sem asas para o infinito horizonte da noite
Perdidos procuram a lua...Os loucos de paixão
Na cidade iluminada anjos e demônios cruzam a avenida
Quando abro a porta me deparo com as promessas de um bom ano
Diamantes são lágrimas petrificadas no olhar da Medusa
Perdido, mordo a maçã para sentir o gosto de teu beijo
Os espíritos dançam com seus amores eternos
Quando abro a porta me deparo com desejos mundanos
Não procuro respostas exatas, mas, lúdicas palavras
Os momentos desperdiçados são tesouros perdidos nas lembranças
A lua olha para mim no infinito da noite
Quando abro a porta me deparo com a dança do passado com o futuro
O destino embaralha as cartas...O ás do amor não mira na sorte
Olhos e lábios na cidade em movimento...
MAURO ROCHA 03/09/2009
domingo, 30 de agosto de 2009
NO FIM O INÍCIO
Vou falar mais uma vez
Um,dois,três
Pedras na água que fazem barulho
Olha para a noite e me vejo em Saturno
Pois a vida tem que ser divertida
Imaginada e não só cansativa
Por isso mergulho no mar
Encontro sereias para me encantar
Você pode dizer: Que cara louco!
Louco, mas feliz!
Como na música dos Mutantes
Louco é quem me diz
Por isso vou falar uma vez
Um,dois,três
Para entrar na ciranda nem precisa ser criança
É só ter alegria, amor e esperança...
MAURO ROCHA 30/08/2009
Um,dois,três
Pedras na água que fazem barulho
Olha para a noite e me vejo em Saturno
Pois a vida tem que ser divertida
Imaginada e não só cansativa
Por isso mergulho no mar
Encontro sereias para me encantar
Você pode dizer: Que cara louco!
Louco, mas feliz!
Como na música dos Mutantes
Louco é quem me diz
Por isso vou falar uma vez
Um,dois,três
Para entrar na ciranda nem precisa ser criança
É só ter alegria, amor e esperança...
MAURO ROCHA 30/08/2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
ESTADO DE ESPÍRITO
Olho para o céu e me chamam as estrelas
Desenho quadros nus
Rabiscos pela cidade, tatuagens e besteiras
Desenho no papel frases que soam blues
Os locais, movimentos e palavras no jornal
Os disfarces, os pássaros, o tempo cru
São signos, são símbolos a olho nu
É o momento, o pensamento, o toque na mudança do canal
São os meus olhos no paraíso
São as estrelas ofuscadas com teu brilho
É um sorriso, é um alivio na luz do horizonte
São os caminhos cruzados e o desejo que se esconde
Olho para o céu e me chamam as estrelas
Desenho a poesia de teu corpo
Rabisco o tempo, tatuo tuas lágrimas
No momento o amor emblemático no toque do pensamento...
MAURO ROCHA 27/08/2009
Desenho quadros nus
Rabiscos pela cidade, tatuagens e besteiras
Desenho no papel frases que soam blues
Os locais, movimentos e palavras no jornal
Os disfarces, os pássaros, o tempo cru
São signos, são símbolos a olho nu
É o momento, o pensamento, o toque na mudança do canal
São os meus olhos no paraíso
São as estrelas ofuscadas com teu brilho
É um sorriso, é um alivio na luz do horizonte
São os caminhos cruzados e o desejo que se esconde
Olho para o céu e me chamam as estrelas
Desenho a poesia de teu corpo
Rabisco o tempo, tatuo tuas lágrimas
No momento o amor emblemático no toque do pensamento...
MAURO ROCHA 27/08/2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
ESPERANTO
Repare no verbo ao andar no jardim
A flor que adjetivei não está aqui
Hoje não me vejo fora da cidade
A selva não é só de pedra, é de uma loucura eloqüente...
Repare na elipse de outono
Ou será no eclipse dos homens?
Hoje não me vejo no espelho
Olhe para o céu quem sabe não estou nas nuvens...
Repare na virgulas e faça seu ponto final
Comece a frase com um sorriso, olhares e tal
Hoje mergulhei na gramática para tentar definir o dia
Mas não deixava de olhar teu olhar no horizonte, perdida poesia...
Repare no verbo ao andar
Dance com o substantivo ao luar
Hoje quero apenas justaposição
Mas não deixo de olhar teu olhar no horizonte, poesia e paixão...
MAURO ROCHA 19/08/2009
A flor que adjetivei não está aqui
Hoje não me vejo fora da cidade
A selva não é só de pedra, é de uma loucura eloqüente...
Repare na elipse de outono
Ou será no eclipse dos homens?
Hoje não me vejo no espelho
Olhe para o céu quem sabe não estou nas nuvens...
Repare na virgulas e faça seu ponto final
Comece a frase com um sorriso, olhares e tal
Hoje mergulhei na gramática para tentar definir o dia
Mas não deixava de olhar teu olhar no horizonte, perdida poesia...
Repare no verbo ao andar
Dance com o substantivo ao luar
Hoje quero apenas justaposição
Mas não deixo de olhar teu olhar no horizonte, poesia e paixão...
MAURO ROCHA 19/08/2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
ESFEROGRÁFICAS
O poeta anda por ruas de paralelepípedos
Cata conchas coloridas
Conta estrelas infinitas
Fotografa olhares atentos
Absorve palavras no vento
Mergulha nas ondas do rádio
Escuta os pássaros acordarem o dia
Conversa com Morpheu na noite clara de lua cheia
O poeta anda por linhas diversas
Atravessa a ponte para o encontro
Com seu mundo lúdico
Seus delírios diluídos nas esferográficas
O poeta é aglutinado pelos seus poemas
O poeta é esquecido nas prateleiras
O poeta anda por ruas de paralelepípedos
O poeta anda despercebido, com seu olhar atento e seu sorriso tímido...
MAURO ROCHA 07/08/2009
Cata conchas coloridas
Conta estrelas infinitas
Fotografa olhares atentos
Absorve palavras no vento
Mergulha nas ondas do rádio
Escuta os pássaros acordarem o dia
Conversa com Morpheu na noite clara de lua cheia
O poeta anda por linhas diversas
Atravessa a ponte para o encontro
Com seu mundo lúdico
Seus delírios diluídos nas esferográficas
O poeta é aglutinado pelos seus poemas
O poeta é esquecido nas prateleiras
O poeta anda por ruas de paralelepípedos
O poeta anda despercebido, com seu olhar atento e seu sorriso tímido...
MAURO ROCHA 07/08/2009
sábado, 8 de agosto de 2009
O DIA DO DIA DOS PAIS
O que posso dizer quando não tenho o que dizer/
Mãe é mãe e não se descute/
E pai é o que?/
O pai é o complemento/
Quando há complemento/
O pai é o amigo /
Todos os dias que não é o dia do amigo/
O pai é o espelho/
Onde nos vemos por inteiro/
O pai é tudo aquilo que não consigo dizer/
Quando o que quero é apenas: Eu Te Amo, Pai!/
MAURO ROCHA 09/08/2009
Mãe é mãe e não se descute/
E pai é o que?/
O pai é o complemento/
Quando há complemento/
O pai é o amigo /
Todos os dias que não é o dia do amigo/
O pai é o espelho/
Onde nos vemos por inteiro/
O pai é tudo aquilo que não consigo dizer/
Quando o que quero é apenas: Eu Te Amo, Pai!/
MAURO ROCHA 09/08/2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
AGOSTO O GOSTO
Pão...
Que alimenta
Que fermenta
Que divide
Opinião...
Que alimenta
Que fermente
Que divide
O galo canta sem se preocupar com o amanhã
Viste o olhar vazio?
Aquele dividido entre a esperança e o medo?
O medo de tudo, do mundo, de novo...
A esperança de novo, de tudo, do mundo...
E a canção surge na madrugada
E a massa canta:
A vitória de Cielo
A recuperação de Massa
Sem se preocupar em ser elite
E a elite assiste a massa na televisão
Contos que passam de geração em geração
Pão...
Que acompanha o café
Fé...
Que acompanha a multidão
Que alimenta
Que fermenta
Que divide
Opinião...
E o poema cria asas
E os anjos sussurram as palavras...
MAURO ROCHA 03/08/2009
Que alimenta
Que fermenta
Que divide
Opinião...
Que alimenta
Que fermente
Que divide
O galo canta sem se preocupar com o amanhã
Viste o olhar vazio?
Aquele dividido entre a esperança e o medo?
O medo de tudo, do mundo, de novo...
A esperança de novo, de tudo, do mundo...
E a canção surge na madrugada
E a massa canta:
A vitória de Cielo
A recuperação de Massa
Sem se preocupar em ser elite
E a elite assiste a massa na televisão
Contos que passam de geração em geração
Pão...
Que acompanha o café
Fé...
Que acompanha a multidão
Que alimenta
Que fermenta
Que divide
Opinião...
E o poema cria asas
E os anjos sussurram as palavras...
MAURO ROCHA 03/08/2009
Assinar:
Postagens (Atom)