quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

POEMA DO AMOR LOUCO (segundo ato)

Eu fiz um desafio-brincadeira à Ana Cristina Quevedo do INCONGUENTE LISURA para fazer o "segunto ato do Poema do Amor Louco" e ficou na minha opnião ótimo e agora vou fazer o terceiro e último ato, espero que fique a altura do segundo ato.


No cabelo, a fita amarela
O vestido, branco da espera
Ela aguarda o moço que, em breve
Afagará de manso, de leve
O coração a palpitar

As mãos que se unem, palma a palma
Na loucura que reserva a paixão
Pois depois do encontro de almas
Cada minuto é encanto, é beleza
Secou da moça a tristeza
Amansando sua emoção

E como da Vida, o decurso ameno
Casaram-se logo em dezembro
Nunca se viu noivos tão radiantes
Ela, contrita, ele galante
Emanando dos dois, a luz vibrante

A felicidade dos dois no altar
Com mil promessas solenes a jurar
Comoveu a todos que lá estavam
E que com eles, lágrimas espalhavam
Pela capela pequena a rezar

Tudo tão perfeito, tão completo
Tudo tão belo, de amor repleto
E assim começavam os dois: um casal


Ana Cristina Quevedo

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

POEMA DO AMOR LOUCO (Primeiro Ato)

Na mão esquerda uma rosa
Na mão direita um sonho de valsa
E tudo parece prosa
Ao pé da escada...

O beijo mais que prometido
Depois de tanto desejo
Era um mundo aberto
De um horizonte perdido...

As promessas e os acontecimentos
Resultaram na união
Dos corpos cósmicos
Estrelas e explosões...

E a vida assim seguia
Como um conto de fadas
Até os passarinhos faziam serenata...

Tudo tão perfeito de um dia para o outro
Tudo tão belo com um sorriso no rosto
E assim começava aquele namoro...


MAURO ROCHA 22/02/2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

...VEM O CARNAVAL...

Às vezes o tempo passa
E sem pressa
Eu ando pela praça
É quando a saudade aperta...

Sem pressa folheio o jornal
Entre a política e a cidade vem o carnaval
E lembro-me quando eu era o pierrot
Hoje sou apenas admirador...

Mas tudo é fantasia
Mas tudo é alegria
Até a quarta-feira
Quando a cidade fica vazia...

Às vezes o tempo passa
Mas ele ainda não passou
Fecho os olhos e com a multidão eu vou
Dançando com a cabrocha mais linda...

Mas tudo é fantasia
Mas tudo é alegria
Até a quarta-feira
Quando a cidade fica vazia...

Então ando pela praça
É quando a saudade aperta...

MAURO ROCHA 10/02/2010






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CONTOS E JORNAIS

Depois de tanto falar
E de tão pouco escutar
Sinto a brisa do mar
Vejo as ondas se quebrar

Quem nunca falou tanto com o amor
Quem nunca escutou pouco sobre o amar
As nuvens que nos leva ao céu
São as mesmas que acompanha as lágrimas do fel

Quem nunca se sentiu como a “Alice no País da Maravilhas?”
Quem nunca esperou o beijo da “Bela Adormecida?”
Você pode dizer “Isso parece uma sala vazia”
E eu vou dizer “São apenas palavras sem vida...”

Depois de tanto falar
Resolvi me erguer
Olhando as ondas do mar
No horizonte resolvi me perder

E tudo que se via era o pôr do sol
E ele escrevia em seu lençol
Fantasias além do mar
Na brisa dos olhos fechados ao amar...

E tudo que se via se falou
E ele escrevia o pouco que escutou
Com as nuvens paradas no céu
A saudade escorria como mel

E assim foi-se o dia
Que ele descobriu o amor
Na brisa suave que vinha
Nas ondas que se quebram com a dor

E assim foi-se a noite
Que ele descobriu o mar
Nas ondas perdidas do horizonte
Com os olhos fechados ao amar...

MAURO ROCHA 08/02/2010







terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(...) LUSCO-FUSCO

O pôr-do-sol reluzente
Nos traços mágicos do arquiteto
Faz a cidade mais presente
Junto ao paisagismo poético

E quando fecho os olhos...Cidade em cor
Vejo-me nos braços do Redentor
E como se fosse mágica vejo Belo Horizonte
Ou ando nas frases do poeta de Alegrete

De tudo que vejo me encanta a flor
A flor do desejo...Néctar do amor
Faz das pessoas mais presente
As estrelas com a lua reluzente

O alimento da alma...Poemas em tablete
Como se fosse mágica...O primeiro beijo
Nas ruas da cidade...Olho o horizonte
O amor reluzente...Poético desejo


MAURO ROCHA 26/01/2010


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MISTURA BÁSICA

A gramática lança o verbo
Para o povo aprender
O sujeito que não é besta logo chama você!
E pinta de adjetivo tudo que vê

O poema lança a rima
Para o povo brincar
O sujeito que não é besta logo começa a cantar
E rima alegria com trilili, tralalá...

O povo lança a língua
Para a gramática se adaptar
O sujeito que não é besta fala tudo o que há
Rima, frase, diálogo, dialeto, e muito blá,blá,blá

A gramática lança o verbo
O poema lança a rima
O povo lança a língua
O sujeito que não é besta inventa o cotidiano...


MAURO ROCHA 20/10/2010





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O GRITO QUE NÃO QUER CALAR

A terra grita assim:
Mundo olhe para o Haiti
E tudo é miséria
E tudo é destruição
Mas desde quando?
De hoje?
De ontem?
Desde da sua criação?

E quantos “Haitis” ainda temos?
E quantos “Haitis” ainda teremos?
E a música já falava:
“O Haiti é aqui”

A terra grita assim:
A natureza vai se ajeitando
Vai se arrumando
Vai se adaptando

E o homem?
E o homem?
E o homem?
E o homem?

Vai sentindo
Com o gosto amargo
Com o coração apertado
Com a destruição do lado

Mas será que acabou?
Ou é apenas o inicio?
O mundo corre perigo
E nós “homens” fazemos parte disso

Fazemos parte do bem
Fazemos parte do mal
Fazendo a nossa parte
Para um ambiente social


MAURO ROCHA 18/01/2010


domingo, 17 de janeiro de 2010

MONOCROMÁTICO

Cidade
Liga
Cidade
Diga a idade de sua cidade
Diga saudade
Liga
Sentimento
Diga momento
No apartamento
Na casa que entra o vento
Diga tempo
Uma palavra
Nua
A lua
Na pele
Na febre
Na linha do horizonte
Montes...
Cidade
Liga
Cidade...


MAURO ROCHA 17/01/2009

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

NOITES CLARAS, NOITES BRANCAS

...Claro que tinha fogo
Fogo que tinha fé
Fé, desejo-te em dobro
Ouça o som da maré...

A lua em movimento faz de suas fases um balé
Corro contra o vento para abraçar o tempo que vier
As nuvens se transformam em água corrente
Eu me transformo em tudo para descobrir que não sou nada, gente!

Claro que tudo é um enigma, teus olhos, tua vida...
E quantas vezes tu se deparou com perguntas sem respostas?
E quantas vezes tu se deparou com o trevo da sorte?
Claro que tudo é magia, tua pessoa, vida minha...

...Claro que tinha fogo
Fogo eterno da paixão
Paixão, desejo-te em dobro
Ouça o amor no coração...

MAURO ROCHA 12/01/2009

domingo, 10 de janeiro de 2010

O BRANCO DA FOLHA EM BRANCO

A folha cai na tarde de domingo
O gato dorme na varanda
O poeta risca a folha num minuto
Olhares se cruzam em um flerte da vida

Hoje parece tudo igual, mas há algo diferente...
Um sorriso angelical, um toque de repente...
O mundo muda, muda e vamos contemplar a janela...
O quadro permanente...Permaneço de olhos fechados com o beijo dela...

A folha cai na tarde de domingo
O ano começa assim sem querer começar
O poeta risca a folha num minuto
O mundo muda, mas o amor permanece nas suas formas de amar...


Hoje parece tudo igual, mas há algo diferente...


MAURO ROCHA 10/01/2010