terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIGO...

Amigo é assim
Muito além do jardim
Inventa cada coisa
Gosta por gostar
Ontem, hoje, amanhã

Amigo não tem explicação
Tem carinho
Tem amor
Tem paixão...

Amigo de janeiro
É verão o ano inteiro
Amigo de fevereiro
É carnaval e muito festejo

Amigo a qualquer tempo
Uma dessas coisas que não tem preço
Amigo é assim
Muito além do jardim...

MAURO ROCHA 20/07/2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

NOITE... DIÁLOGO

A nudez – a olho nu-
A timidez – vê tudo azul-
_o que se queria mesmo?
_Apenas um beijo...

Mauro rocha 18/07/2010

domingo, 18 de julho de 2010

DIA... MONOSSILÁBICO

O coco pode ter um pouco
De água, de carne, ou ser oco...

O mundo pode ser louco
Louco pode ser o seu mundo...

Ouço no vento um sutil sopro...

_O que você estava falando mesmo?
_Nada, apenas olhava o oceano em teus olhos...

MAURO ROCHA 18/07/2010

sábado, 17 de julho de 2010

CRÔNICAS URBANAS

Não sou Quixote
Nem sou Peixoto
Apenas ando na multidão
Como os outros

Não sou da era do rádio
Nem vi a primeira transmissão
Apenas espero o ônibus
No meio da multidão

Não sou de Vênus
Nem sou de Marte
Mas queria um dos anéis de saturno
Ou às vezes não ter que descer do espaço

Não sou simples
Acho que sou complexo ou tênue
Distraio-me com clipes
Tenho um quebra-cabeça de pirâmide


Segunda-feira não é feita para acordar
Terça-feira a gente acorda
Quarta-feira é tudo pela metade
Quinta-feira começa o agito na cidade

Não sou político
Não sou rico
No carnaval já fui mexicano
Um dia vou ser Papai Noel no fim do ano

Não entendo de mapa astral
Na mão só um M e riscos legais
Curto música e gosto de festival
Gosto do mar e seus corais

Sou regido pelo sol e durmo de lado
Distraio-me com a lua do meu lado
Sou tão comum que às vezes nem dá para ver
Pego o ônibus, chego em casa, ligo a tv


Não sou Quixote
Nem sou Peixoto
Apenas ando na multidão
Como os outros


MAURO ROCHA 17/07/2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

NOS TEMPOS DE CRIANÇA

Blogagem coletiva "Tempos de criança" do blog é o menino-homem?
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Não há coisa mais gostosa que a infância
Nesse eterno momento ser criança
Jogar bola, soltar pipa, pique – esconde
Não se lembrar do tempo, brincar num mundo distante

Nos tempos de criança
Só há danças
Imaginação e esperança
Sabemos de tudo e não queremos nada

Não sabemos de nada e queremos tudo
E é tudo contagiante
Hoje sou o Homem-Aranha
Amanha o Super-Homem

Nos tempos de crianças
Há castelos e dragões
Desenhos na tv e xixis na cama
Desenhos no chão, tintas e lambança

Nos tempos de criança
Há crianças
E quando crescemos esquecemos
Que há uma criança adormecida

E é tão bom quando ela desperta
Nosso sorriso é diferente
Nosso olhar é brilhante
E descobrimos que sempre somos...

Crianças...

MAURO ROCHA 16/07/2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

GRAVURAS

Um corte na mão
Um rio sem água
Uma árvore no chão
Futuro sem alma...


MAURO ROCHA 14/07/2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

ROCK

O som que entrava pela janela
Escorregava pelo telhado
Fazendo um estrago
O som que nasce das entranhas
Que às vezes têm formas estranhas
Ganha cidades
E todas as idades
O som que vem dos deuses
E que aos anjos tem segredos
É o mesmo que faz sorrir
E que faz chorar
O som que desliza pelos becos
Realiza revoluções, imortaliza seres
Vira belas canções, provoca choque
E chama-se Rock!
MAURO ROCHA

sexta-feira, 9 de julho de 2010

ZERO

Eu escrevo
Escrevo para mim mesmo
Cartas de desesperos
Poemas que nem leio...

Eu grito
Grito para mim mesmo
O silêncio ensurdecedor
O sem sentido amor...


Eu trópico
Trópico de Câncer ou de Capricórnio
Eu tenho um troço na linha do Equador
As palavras têm febre, fervor...

Eu miro
Miro a mim mesmo
No espelho quebrado
A vida e os pedaços...


Eu tardo
Eu atraso os relógios
Eu digo que não demoro
Tem dias que chove ou choro?

Eu ardo
Eu ardo no beijo frenesi
Eu olho a lua que olha para mim
Eu estaciono na primavera do teu jardim...

Eu hiberno
Eu encontro meu inverno no verão
Muitos se esquecem de acordar o coração
Outros vivem em qualquer estação...


Eu escrevo
Escrevo para mim mesmo
Cartas sem destino
Poemas que descem o rio...

Eu escrevo...
E você?

MAURO ROCHA 09/07/2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

FOGO, LUZ, SOL

Porta
Abre
Torta

Torta
Com café
À tarde

Tarde
Melhor que
Nunca

Nunca
Diga
Jamais

Jamais
Perca
O sentido

Sentido
Direito, esquerdo
Viro

Viro
À noite
De um lado para o outro

Outro
Dia
Saudade

Saudade
Não
Tem idade

Idade
Cidade
Miragem

Miragem
Tua presença
Minha, no espelho

Espelho
De frente
Minha alma


Alma
Na palma
Meu destino

Destino
Encontro, desencontros
Um sorriso

Sorriso
Do lagarto
Parto

Parto
Vida
Inicio

Inicio
Meio
Fim

Fim
Não bate
A porta...

MAURO ROCHA 08/07/2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ENTRELINHAS E COTIDIANOS

Abri o livro
Palavras agitadas
Ouvi um disco
Guitarras assustadas

Rabisco paralelepípedos
Disfarces, sorrisos
Dentro de casa, na loja ou na padaria
Há um ar de poesia

Cato folhas no chão
_Está frio, eu sei!
Mas o outono está no coração...

Hoje não é um dia qualquer
Nenhum dia é um dia qualquer
Nenhuma noite é uma noite qualquer
_ Sabe por quê?

Porque o dia traz surpresas
Porque a noite traz estrelas
Porque há sempre um sorriso escondido
Porque há sempre um amor, um amigo...

E você se olha no espelho
E nunca acha que está bem
Mas quando abre a porta e absorve o mundo
Sempre há alguém

Que nota o seu olhar
Que mexe com seu caminhar
Que você nem percebe
Que com você sempre mexe...


Abri o livro
Palavras assustadas
Ouvi um disco
Guitarras agitadas...

MAURO ROCHA 05/07/2010