quinta-feira, 29 de julho de 2010

09:14

Poesia muda
Muda poesia
Inunda,leve brisa
O dia, a noite escura...
Muda
Traz o amor verdadeiro
A solidão do dia frio
O sorriso brasileiro
Muda
Silenciosamente e turva
Vira o jogo, faz a curva
Penetra na essência
Da alma poetisa

Essencialmente despida
Poesia crua
Poesia sua
Poesia minha
Muda
No seu grito de vida
Muda a essência do mundo...


 
MAURO ROCHA 14/04/2004

terça-feira, 27 de julho de 2010

PEQUENO GRANDE MOMENTO

Quando criei a palavra

Houve momento de espanto

O anjo deu risada

Depois me confessou num canto



Que aquilo tudo que eu fazia

Era misterioso e divino

E a cada espanto ele ria

Dizendo: _ Deixa de ser tonto

Que isso é poesia.



MAURO ROCHA 05/02/2005

sábado, 24 de julho de 2010

CAMINHOS CORTADOS

Nunca te falei dos amores que tive
Nunca te falei das dores que criei
Nunca cantei sussurros ao teu ouvido
Nem declamei poemas baratos...

Nunca disse meu sonho
Nem tomei chuva no outono
Nunca peguei na tua mão
E acariciei teu rosto de maneira diferente
Nunca vi o sol se pôr
Nem o orvalho da manhã...

Nunca te falei que a vida era boa
Ou que a noite sempre seria iluminada
A única coisa dita foi:
EU TE AMO

Em luz néon
Sob as estrelas...

MAURO ROCHA 30/06/2003

sexta-feira, 23 de julho de 2010

HISTÓRIAS DE AMOR IX

Estranho é olhar a lua
Com um olho só
Parece que falta... Estrelas
Ou alguém debaixo do lençol...

Estranho é não ter você...

MAURO ROCHA 15/04/2004

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CIDADE DE GIZ

Tempo faz tempo
Lento tempo
Já passou a colheita da uva
Espero outra primavera

O vento levou o lenço
Na camiseta o desenho do céu
Ela pensa no véu
Ele só tem o documento

No xadrez da vida
Cada jogada tem que ser pensada
Perdi o caminho
Mas vou na chuva para não ir sozinho

As cartas são dadas
Nem sempre o coringa está lá
Ela pensa no futuro
Ele trabalha mais de dois turnos

Ela joga tarô
Ele pensa no que sobrou
O tempo faz tempo
Eles fazem o momento

E assim nasce a cidade
O vento distrai o pensamento
Xadrez, cartas, tarô
O futuro está presente no horizonte

Ele não se esquece do ontem
Ela está sempre presente
Colhendo o fruto maduro
Ele pensa no futuro ao plantar cada semente...


MAURO ROCHA 21/07/2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

AMIGO...

Amigo é assim
Muito além do jardim
Inventa cada coisa
Gosta por gostar
Ontem, hoje, amanhã

Amigo não tem explicação
Tem carinho
Tem amor
Tem paixão...

Amigo de janeiro
É verão o ano inteiro
Amigo de fevereiro
É carnaval e muito festejo

Amigo a qualquer tempo
Uma dessas coisas que não tem preço
Amigo é assim
Muito além do jardim...

MAURO ROCHA 20/07/2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

NOITE... DIÁLOGO

A nudez – a olho nu-
A timidez – vê tudo azul-
_o que se queria mesmo?
_Apenas um beijo...

Mauro rocha 18/07/2010

domingo, 18 de julho de 2010

DIA... MONOSSILÁBICO

O coco pode ter um pouco
De água, de carne, ou ser oco...

O mundo pode ser louco
Louco pode ser o seu mundo...

Ouço no vento um sutil sopro...

_O que você estava falando mesmo?
_Nada, apenas olhava o oceano em teus olhos...

MAURO ROCHA 18/07/2010

sábado, 17 de julho de 2010

CRÔNICAS URBANAS

Não sou Quixote
Nem sou Peixoto
Apenas ando na multidão
Como os outros

Não sou da era do rádio
Nem vi a primeira transmissão
Apenas espero o ônibus
No meio da multidão

Não sou de Vênus
Nem sou de Marte
Mas queria um dos anéis de saturno
Ou às vezes não ter que descer do espaço

Não sou simples
Acho que sou complexo ou tênue
Distraio-me com clipes
Tenho um quebra-cabeça de pirâmide


Segunda-feira não é feita para acordar
Terça-feira a gente acorda
Quarta-feira é tudo pela metade
Quinta-feira começa o agito na cidade

Não sou político
Não sou rico
No carnaval já fui mexicano
Um dia vou ser Papai Noel no fim do ano

Não entendo de mapa astral
Na mão só um M e riscos legais
Curto música e gosto de festival
Gosto do mar e seus corais

Sou regido pelo sol e durmo de lado
Distraio-me com a lua do meu lado
Sou tão comum que às vezes nem dá para ver
Pego o ônibus, chego em casa, ligo a tv


Não sou Quixote
Nem sou Peixoto
Apenas ando na multidão
Como os outros


MAURO ROCHA 17/07/2010

sexta-feira, 16 de julho de 2010

NOS TEMPOS DE CRIANÇA

Blogagem coletiva "Tempos de criança" do blog é o menino-homem?
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Não há coisa mais gostosa que a infância
Nesse eterno momento ser criança
Jogar bola, soltar pipa, pique – esconde
Não se lembrar do tempo, brincar num mundo distante

Nos tempos de criança
Só há danças
Imaginação e esperança
Sabemos de tudo e não queremos nada

Não sabemos de nada e queremos tudo
E é tudo contagiante
Hoje sou o Homem-Aranha
Amanha o Super-Homem

Nos tempos de crianças
Há castelos e dragões
Desenhos na tv e xixis na cama
Desenhos no chão, tintas e lambança

Nos tempos de criança
Há crianças
E quando crescemos esquecemos
Que há uma criança adormecida

E é tão bom quando ela desperta
Nosso sorriso é diferente
Nosso olhar é brilhante
E descobrimos que sempre somos...

Crianças...

MAURO ROCHA 16/07/2010