Os olhos cor de violeta
As borboletas em festa
A primavera em sua silhueta
Demonstra a poesia deserta
Canta na madrugado o galo
Nu o dia surge no orvalho
O espelho te encara de verdade
Alguns comem as migalhas da cidade
Outros morrem de saudade
O vento sempre muda de estação
Na nuvem que passa hoje
Amanhã e depois pego na sua mão
Alguns olham para o muro
Eu olho para o mundo
Que a poesia me oferece
Hoje é um dia, amanhã o povo esquece
Olhos cor de violeta
No meio do furação
A paixão avassaladora
Que toma conta do coração
A poesia de amor
A primavera que chegou
De mãos dadas na cidade
Eu sigo nas linhas do horizonte...
MAURO ROCHA 23/02/2011