quinta-feira, 6 de novembro de 2014

CASA DE POESIA


PRÊMIO LITERÁRIO




No período entre os meses de agosto a setembro de 2014  participei do II PRÊMIO LITERÁRIO ESCRITOR MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA e ANTOLOGIA, sendo finalista com o poema “Casa de Poesia” realizado pelo escritor Marcelo de Oliveira Souza nos  sites www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net ; http://marceloescritor2.blogspot.com , com o apoio da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências /RJ; Academia de Letras de Teófilo Otoni /MG; Clube dos Escritores Piracicaba SP; e International Writers & Artists EUA;
É com muita satisfação que compartilho esse momento e essa publicação com meus amigos e apreciadores da leitura.
 Um abraço a todos!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

SEGUNDO LIVRO

Amigos virtuais ou não, publiquei meu segundo livro pela Amazon.
Espero que e gostem!! Um abraço a todos e ótima poesia!

http://www.amazon.com.br/Poema-Aluguel-Mauro-Rocha-ebook/dp/B00NB965XI/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=undefined&sr=8-1&keywords=POEMA+DE+ALUGUEL

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CEDO OU TARDE


Sou uma embalagem reciclável
Nas ideias que travo
Nas loucuras ensaiadas
Nas várias almas que tenho...
 
Reciclo-me na linha do horizonte
Ao contar as estrelas
No gosto amargo do dia
No doce da noite numa taça de vinho...
 
Sou uma embalagem com data de fabricação
Mas sem data de validade
Não sou eterno
Mas posso deixar meus passos na eternidade...
 
Sou embalagem única na prateleira da vida
Posso ser consumido
Ou servido na sua bebida
Mas tem que saber fazer para ter presença garantida...
 
 Sou reciclável no caos do meu cotidiano
Visto de longe pareço comum
Visto de perto sou nu e cru
Embalagem única na prateleira da vida...

 
MAURO ROCHA  29/07/14

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PRIMEIRO LIVRO

Este é o lançamento do meu primeiro livro virtual pela Amazon  http://www.amazon.com.br/

Dedicado a todos que adoram ler e ler poesia.
Espero que vocês gostem do resultado!

um abraço a todos!!

sábado, 24 de agosto de 2013

LOUCAMENTE

A lua mingua
O poema rasga
A cidade esfinge
Enigmas na madrugada...

Hoje colhi uma flor
Hoje escolhi o amor
Condicional
Enigmas na madrugada...

Corre pelo vento
O tempo
Corre pelo tempo
Os sentimentos...

Enigmas do mundo
O coração
O poema
A cidade

Enigmas da madrugada
Enigmas minha amada!
Teus olhos esfinge
O amor que contagia a cidade...

Loucamente...

MAURO ROCHA 24/08/2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

LAÇO


Laço e com nó
Não desata e é pronunciado de uma vez só
Mãe
Que não desata do cordão
Que é amor e é paixão
Tem paciência e sermão...

E ao lembrar-se de laços
Logo vêm os de família
Casamento
Amizades
Que sem cuidados e amor quebram fácil

Mas quando se trata de mãe
Esse laço é com nó
De noite ou de dia
Com ou sem razão
Estamos sempre em seu coração

No cordão da vida
No laço de fita
Razão e sensibilidade
Nossa infância e nossa felicidade

Na chuva ou no sol
Mãe não tem identidade é imaculada, é pura, é paixão.
Conhece-nos com a palma da mão e chora escondida quando nos diz não
E no fundo ela só quer o nosso bem no processo natural...

Laço
Mãe e filho
Filho e mãe
Que começa no cordão e vai passando de geração em geração
Mãe que é filho, filho que é mãe, nessa emblemática e embrionária relação...

Nó que não desata e é pronunciado de uma vez só
Mãe...


MAURO ROCHA 12/05/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

REALIDADE DILUÍDA



Está aqui tua grana
Teus réis de dignidade
Teu trabalho realizado pela cidade
Ninguém conhece, mas todo dia alguém vê e passa.

Passos apressados da modernidade
E você com sua velhice parece busto de praça
Todo mundo vê, mas não sabe quem é.
E você com sua velhice que não anda nem marcha

Esta aqui tua grana
Teus réis de dignidade
O tempo passou e o que restou foi apenas saudade
Nos momentos sóbrios de lembrança

Teu vício no jogo não te deu amor
Mas as boas meretrizes deitavam com tua fama
Você era o melhor que a solidão poderia ter numa noite de chuva
As luzes brilhavam enquanto a cidade te despia de luxuria e dor

Que bom que você é velho
Chegou ao ápice de tua vida medíocre
Nem todos chegam nesse topo passando por becos e esgotos
Mas você tinha umas cartas na manga para ver e crer

Que tudo não passa de ilusão dentro da realidade mortífera
Que tudo passa tão rápido feito desejo e paixão
Que nada passa despercebido de anjos e demônios na avenida
Que nada fica jogado que não sejam migalhas no chão

Está aqui tua grana
Teus réis de dignidade
Pague teu caixão e peça para alguém acender uma vela
Teu vício não te deixou nem saudade

Curta tua velhice que o tempo carrega sem pressa
Curta tua última bebida no orgulho de tuas noites vazias
_Aqui está sua grana garoto! Confira o troco!
E curta a vida, pois isso é para poucos...


MAURO ROCHA 29/04/13

terça-feira, 26 de março de 2013

ALTO GRAU


É minha crueldade imensa que me faz viver
Viver o ideal do dia que observa a flor solitária no jardim
Que bebo a água a última água do deserto que fabrica o oásis de ilusão
Em chamas as florestas gritam um grito desumano
Tardio
Vazio
Meu peito inflado feito balão de hélio
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo a direita no fim da rua a lua...
Eclipse dentro dos olhos
Sangra minha mão sangra feito rio que vai para o mar
Sangra dentro da veia essas ruas estreitas que sobem e descem na cidade
Pessoas, cidades, pessoas sem identidade perdidas em seus corações...
Eclipse dentro dos olhos
E minha crueldade imensa é não fechar os olhos e ver o amor distante
É não abrir os olhos e ver o amor perto o bastante, feito tempestade de raios...
 
É minha liberdade imensa que me faz crer
Passo com meus passos despercebido os dias do calendário empoeirado na estante
Estanco o filete de madeira do dedo e sinto medo do medo de estar aqui feito poema
Escrito na parede está a verdade indignada do povo sofrido e ao mesmo tempo lúdico
E me assusto com sombras sem sol e queimo por dentro
Tardio
Vazio
Minha mente trilha estrelas mortas expostas em noites tediosas
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo a esquerda da rua o silêncio noturno.
Desfigurada minha face acorda para o abismo diário do caos delicioso do mundo
Que bebo num trago amargo quebrado pelo doce tira-gosto de uma tarde de sexo
E tudo o que escuto é o som das águas longínquas
E de pássaros que fugiram do frio e seus cânticos cheios de pena que dá pena
Escrevi um verso louco e estampado que de olhos vendados você sussurrou...
 
É minha insanidade imensa que me faz ver
Todas as fotos na parede e todas as cartas mal escritas que estavam no fundo do baú
E minhas mãos, tremulas, lembram que minha loucura tremenda foi fechar a janela
Antes da chuva rachada estava a terra que minhas lágrimas não conseguiam molhar
Mas agora observo a flor solitária no jardim numa noite que desejo estrelas
Tardio
Vazio
Meus olhos chocados com o amor que deveras clama sua chama e queima
Corpos cobertos de alegria, corpos cobertos de ansiedade, corpos cobertos de corpos.
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo no centro da rua o fim da linha.
Lavo as mãos, o rosto, olho bem para o espelho e vejo explodir nos olhos o infinito.
Tardio
Vazio...
 

MAURO ROCHA 25/03/2013