quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PRIMEIRO LIVRO

Este é o lançamento do meu primeiro livro virtual pela Amazon  http://www.amazon.com.br/

Dedicado a todos que adoram ler e ler poesia.
Espero que vocês gostem do resultado!

um abraço a todos!!

sábado, 24 de agosto de 2013

LOUCAMENTE

A lua mingua
O poema rasga
A cidade esfinge
Enigmas na madrugada...

Hoje colhi uma flor
Hoje escolhi o amor
Condicional
Enigmas na madrugada...

Corre pelo vento
O tempo
Corre pelo tempo
Os sentimentos...

Enigmas do mundo
O coração
O poema
A cidade

Enigmas da madrugada
Enigmas minha amada!
Teus olhos esfinge
O amor que contagia a cidade...

Loucamente...

MAURO ROCHA 24/08/2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

LAÇO


Laço e com nó
Não desata e é pronunciado de uma vez só
Mãe
Que não desata do cordão
Que é amor e é paixão
Tem paciência e sermão...

E ao lembrar-se de laços
Logo vêm os de família
Casamento
Amizades
Que sem cuidados e amor quebram fácil

Mas quando se trata de mãe
Esse laço é com nó
De noite ou de dia
Com ou sem razão
Estamos sempre em seu coração

No cordão da vida
No laço de fita
Razão e sensibilidade
Nossa infância e nossa felicidade

Na chuva ou no sol
Mãe não tem identidade é imaculada, é pura, é paixão.
Conhece-nos com a palma da mão e chora escondida quando nos diz não
E no fundo ela só quer o nosso bem no processo natural...

Laço
Mãe e filho
Filho e mãe
Que começa no cordão e vai passando de geração em geração
Mãe que é filho, filho que é mãe, nessa emblemática e embrionária relação...

Nó que não desata e é pronunciado de uma vez só
Mãe...


MAURO ROCHA 12/05/2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

REALIDADE DILUÍDA



Está aqui tua grana
Teus réis de dignidade
Teu trabalho realizado pela cidade
Ninguém conhece, mas todo dia alguém vê e passa.

Passos apressados da modernidade
E você com sua velhice parece busto de praça
Todo mundo vê, mas não sabe quem é.
E você com sua velhice que não anda nem marcha

Esta aqui tua grana
Teus réis de dignidade
O tempo passou e o que restou foi apenas saudade
Nos momentos sóbrios de lembrança

Teu vício no jogo não te deu amor
Mas as boas meretrizes deitavam com tua fama
Você era o melhor que a solidão poderia ter numa noite de chuva
As luzes brilhavam enquanto a cidade te despia de luxuria e dor

Que bom que você é velho
Chegou ao ápice de tua vida medíocre
Nem todos chegam nesse topo passando por becos e esgotos
Mas você tinha umas cartas na manga para ver e crer

Que tudo não passa de ilusão dentro da realidade mortífera
Que tudo passa tão rápido feito desejo e paixão
Que nada passa despercebido de anjos e demônios na avenida
Que nada fica jogado que não sejam migalhas no chão

Está aqui tua grana
Teus réis de dignidade
Pague teu caixão e peça para alguém acender uma vela
Teu vício não te deixou nem saudade

Curta tua velhice que o tempo carrega sem pressa
Curta tua última bebida no orgulho de tuas noites vazias
_Aqui está sua grana garoto! Confira o troco!
E curta a vida, pois isso é para poucos...


MAURO ROCHA 29/04/13

terça-feira, 26 de março de 2013

ALTO GRAU


É minha crueldade imensa que me faz viver
Viver o ideal do dia que observa a flor solitária no jardim
Que bebo a água a última água do deserto que fabrica o oásis de ilusão
Em chamas as florestas gritam um grito desumano
Tardio
Vazio
Meu peito inflado feito balão de hélio
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo a direita no fim da rua a lua...
Eclipse dentro dos olhos
Sangra minha mão sangra feito rio que vai para o mar
Sangra dentro da veia essas ruas estreitas que sobem e descem na cidade
Pessoas, cidades, pessoas sem identidade perdidas em seus corações...
Eclipse dentro dos olhos
E minha crueldade imensa é não fechar os olhos e ver o amor distante
É não abrir os olhos e ver o amor perto o bastante, feito tempestade de raios...
 
É minha liberdade imensa que me faz crer
Passo com meus passos despercebido os dias do calendário empoeirado na estante
Estanco o filete de madeira do dedo e sinto medo do medo de estar aqui feito poema
Escrito na parede está a verdade indignada do povo sofrido e ao mesmo tempo lúdico
E me assusto com sombras sem sol e queimo por dentro
Tardio
Vazio
Minha mente trilha estrelas mortas expostas em noites tediosas
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo a esquerda da rua o silêncio noturno.
Desfigurada minha face acorda para o abismo diário do caos delicioso do mundo
Que bebo num trago amargo quebrado pelo doce tira-gosto de uma tarde de sexo
E tudo o que escuto é o som das águas longínquas
E de pássaros que fugiram do frio e seus cânticos cheios de pena que dá pena
Escrevi um verso louco e estampado que de olhos vendados você sussurrou...
 
É minha insanidade imensa que me faz ver
Todas as fotos na parede e todas as cartas mal escritas que estavam no fundo do baú
E minhas mãos, tremulas, lembram que minha loucura tremenda foi fechar a janela
Antes da chuva rachada estava a terra que minhas lágrimas não conseguiam molhar
Mas agora observo a flor solitária no jardim numa noite que desejo estrelas
Tardio
Vazio
Meus olhos chocados com o amor que deveras clama sua chama e queima
Corpos cobertos de alegria, corpos cobertos de ansiedade, corpos cobertos de corpos.
E eu de chinelo, bermuda e camiseta observo no centro da rua o fim da linha.
Lavo as mãos, o rosto, olho bem para o espelho e vejo explodir nos olhos o infinito.
Tardio
Vazio...
 

MAURO ROCHA 25/03/2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

RENOVE


Outono estação nua
Tuas lágrimas em forma de folha
Teu rosto minguante
Queria teu corpo amante...
 
Não pense na vida, não olhe para trás.
As folhas caem e o vento segue o horizonte
Pisa firme e assuste os grilos em noites frias
Olhe para o futuro e sinta o orvalho na manhã seguinte...
 
A vida é feita de estações
E em cada uma renova-se
Devore seus instintos desenhando corações
Demore mas levante-se...
 
O sol estende seus raios em corpos
Sentimentos espalhados enquanto tudo isso um dia vai acabar
Não esqueça que o destino anda por mares e desertos
Não esqueça que a vida te dá o dia para sempre recomeçar...
 
Outono estação nua
No teu olhar o sol transformado em lua
Em minhas mãos teu corpo, teu rosto, estação tua.
Devore teus dias, saboreia tuas noites...

 
A estação preferida é aquela que te faz sorrir
A vida é vida e é ela que tu tens que vestir
Não olhe para trás siga o horizonte
Há muitos dias embrulhados em presente...
 
Há muitas noites e o amor na esquina
Veja seus olhos no espelho e diga o que sente
Veja seu corpo nu e inteiro e sinta a liberdade sussurrar na alma
Hoje é outono, amanhã é primavera, se vista tentadora e doce...   
 
Vista-se para a vida
Tire proveito das mordidas
Aprenda o caminho das estrelas
Nesse outono... Nu...

 
MAURO ROCHA  21/03/2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DIÁFANO

Quando o vento traz suas brisas frias e o corpo fica arrepiado
Imagino os segredos dentro de cada arrepio
Ou será o tesão disfarçado de desejo fugaz
Ou é apenas o beijo lembrado na noite anterior
Que despeja lembranças nas entranhas fazendo inundar o dia que mal começou?
E a febre do toque é o mesmo choque de palavras sussurradas
Gemidas e publicadas nas costas arranhadas
E quando o vento volta parece calmaria, mas é apenas tentação que atiça a língua.
Para o gosto provocado pelos lábios num sentimento crescente que rompe à tarde
Rompe...
Os signos e quebra todo tipo de tabu
E inclinado no horizonte dos olhos o dia passa
Como uma música de tons ritmados e dança suave
Corpos colados e suspiros nas mentes
Numa onda de segredos e desejos famintos
Cheios de adjetivos
Pronomes possessivos
Num verbo intransitivo
A porta se abre
Amar e se amado e o gosto doce e salgado
Rompem na manhã cheia de orvalhos
E o vento traz suas brisas frias
E minhas mãos vazias agora são preenchidas pelo teu corpo
Teus seios que dançam em meu peito
E mais um dia chega amarrotado e cheio de surpresas
É preciso voar para poder andar
É preciso saber observar os olhos vendados
É preciso conhecer a delicia do beijo roubado
Peguei todos os sinais... Fechados... Naveguei nos mares... Abertos
Conheci... Todas as capitais... Andei... Pelos meus desertos
Conversei... Com os anjos... Discuti... Com os demônios
Não sei mais... O meu nome... Tenho... Fome
Vejo... Estrelas no espelho... Sinto tua carne... Estremecer
Reflexos, Perplexos, de certo dialetos sussurrantes.
Amantes avantes na tarde quente
Na parede do corredor loucuras do amor
Seus óculos na estante testemunha... A libido
Tudo aquilo que a noite clama... Na cama
A mordida, a lambida, a mão forte, mas carinhosa.
A pegada que tira do norte, o beijo, o desejo nas marcas no corpo.
Tatuagens na alma... Desejos da carne...

MAURO ROCHA  22/02/2013
 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

INCÊNDIO NO PAPEL


Hoje face do amanhã corpo lisérgico noite sem analgésico
Sinto-me bem, sinto-me além dos pássaros noturnos.
E vejo graça na vida que passa navalha que marca o tempo cego
E vejo a cidade na moderna desgraça perambulada por zumbis anônimos.
 
Hoje luz do amanhã esperança cristã  cirandas e pedras
Caminho na selva que celebra a vida ao mesmo tempo em que assiste a morte
Caminho por uma estrada hibrida sem asas, sem páginas, sem máscaras.
Incêndio no papel no céu da cidade um infinito e belo horizonte, sem montes, note.
 
Hoje somente hoje vou crivar na mão o dor do espinho que não sente a rosa
Sinto-me cidade sinto-me saudade e caio na gargalhada do cotidiano
Sinto-me espelho sinto-me janeiro e vejo fevereiro cair no samba
Vejo tudo com os olhos vendados vejo a noite ao teu lado
 
Hoje corpo simétrico na linha do dia prego convicções
Atravesso o lago que às vezes é fundo, às vezes é raso, limítrofe de paixões.
Atravesso à tarde descanso na noite observo estrelas inclinadas no Arpoador
E vejo graça na vida que passa navalha que marca o tempo do amor
 
Incêndio no papel, edifício de letras deposito de ideias.
Incêndio de ideias, cadê o papel? Pela janela fogem letras
Hoje somente hoje te quero crua, nua, minha...
Hoje somente hoje te quero loucura, pura, poesia...

 
Hoje face do amanhã corpo dormente noite com febre
Sinto-me bem, sinto-me num abismo beijo e solidão.  
E vejo janelas abertas e vejo pássaros a beça minha mente meu coração
E vejo a cidade deserta a lua avessa no espelho a face da noite...
 
Hoje
Somente hoje...
 
MAURO ROCHA 22/01/13

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

VERSOS INVERSOS


Bom dia, boa tarde, boa noite.
Para esse mundo louco
Quem ama
Não pode amar pouco
 
Boa noite, boa tarde, bom dia.
Para essa vida louca
Quem tem paixão
Sabe que uma tempestade é pouca
 
Quando olhei no espelho refletiu-se tua alma
Quando olhei a chuva colhe tuas lágrimas
Hoje prego papiros nos vidros dos ônibus
Com poemas que gritam teu nome
 
Mas hoje não quero falar disso
Hoje eu quero mudar o disco
Dizer que minha loucura não foi roubada
Dizer que minha liberdade criou asas...
 
Bom dia para quem é de dia
Boa tarde para quem é de tarde
Boa noite para quem é de noite
 
Quero consumir a cidade num suspiro
Quero a paz de um sono tranquilo...
O amor invade a cidade, está na esquina.
A paixão é devassa em forma de tempestade nos olhos da menina...
 
Breve, tão breve dança a chuva na avenida.
E tudo começa na manhã seguinte
Quero o pecado, o recado pendurado na geladeira.
E tudo começa com um olhar timidamente doce...
 

MAURO ROCHA 17/01/13

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

EQUINÓCIO


Perdi-me na noite
Quem se atreveria a me buscar?
Minha alma afoita mergulhou no mar
Minha vida louca não sabe nadar...
 
Meus ossos quebrados
Meus dias mastigados
As horas passam penduradas na parede
O solstício de verão me traz neve...
 
Certifiquei-me que a roupa está no varal
Certifiquei-me que hoje não é carnaval
Atravesso o chão seco e rachado
Atravesso o nevoeiro com um olho farpado
 
Minha alma não reflete no espelho e os vampiros estão à espreita
Minha loucura é sensualmente perfeita para um dia sem sol
Perdi-me na noite junto a um poema escrito a luz do dia
Perguntava-me se era um sonho ou porque eu tinha acordado suado e sem lençol?
 
Nem todo mar é salgado e nem toda pergunta fica sem resposta
Foi numa eclíptica que observei o equinócio da minha poesia
Foi num feixe de luz que acordei ao meio dia com o sussurro do vento
Foi morrendo que descobri porque vale a pena cada dia acordado...

 
Meus ossos quebrados
Meus dias mastigados
Quadro a quadro visto de mosaico à cidade
O solstício de inverno me traz um vento quente...
 
Perdi-me na noite
“Que a lua o tenha”
Minha alma afoita mergulhou nas ondas do rio que encontra o mar
Minha louca vida aprende a cada dia que o importante é amar...
 
Nem todo doce é mel e nem toda maré é de azar
Foi num dia desses que tirei meu bilhete da sorte
Foi num dia desses que eu estava na presença da morte
Foi num dia desses que esse poema foi jogado ao mar...
 
MAURO ROCHA 16/01/13

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

(...) CANÇÃO I


Coração
Coração
O que pensas tu?
Em paixões
Enquanto o corpo quer desejo
A mente gira, gira, gira...
A procura de amor...
 
MAURO ROCHA 14/01/13

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CORES NO SOL


Na transparência e no desejo escrevo
O poema que inicia o ano cheio de incógnitas
O poema que inicia o ano cheio de esperanças
E seja na chuva, ou seja, no sol trilho meu caminho...
 
Mas a poesia quer mais, mais que um caminho.
Caminho esse que às vezes sigo sozinho
Caminho esse que deságua no mar
Caminho esse que ultrapassa o tênue espaço de amar...
 
E na cidade invisível com meus olhos sensíveis reflito luz neon
E na cidade onde sou individuo identifico todos os sons gemidos pela noite
E na cidade aglutinada de desejos e segredos transpira o orvalho da manhã
E na cidade o poema furta-cor tem lua no olhar e gosto agreste...
 
Na transparência e no desejo sou medo e pulsação
As palavras travam, trafegam no vento sem ação.
A folha nua espera o poema vesti-la e conduzi-la para o próximo ato
As pessoas nuas querem ser vestidas de palavras sutis e amor...
 
Lá em cima lua cheia e aqui em baixo as poças d’água refletem o brilho das estrelas
Lá em cima eclipse solar e aqui em baixo movimento de corpos como as ondas do mar
A chuva é apenas lágrimas que lavam as almas perdidas a procura de um coração
O sol esquenta corpos desejosos do calor no frenesi da estação

 
Na transparência e no desejo mergulho no poema-cidade
As palavras edificam, os olhares cruzam as ruas, os movimentos param no sinal.
As pessoas querem o calor das pessoas cheio de luz natural
As pessoas querem apenas amor no coração e a alma flutuando de felicidade...
 


MAURO ROCHA 11/01/13