terça-feira, 25 de setembro de 2007

ARCO-ÍRIS UNIVERSAL

Claros e pretos,
pardos de beijos,
o céu azul...
essas estórias de desejos,
quadrinhos importados,
sentimentos roubados,
sentimentos informatizados...
dentro dessa paixão virtual,
um site universal,
um arco-íris globalizado.
Claros, pretos, pardos,
o mundo integrado,
vivendo seus amores eletronicos,
janela azul,
www.com.@/a procura de ti.

MAURO ROCHA

LAGARTO DE PÉ

Arara, jabuti, jacaré
Iracema cadê meu sapato de jacaré
lagarto de pé
que eu vou ao boteco do Zé
tomar uma para esquecer
aquela mulher que me fez sofrer.
Iracema vê se não demora
que eu ainda vou embora,
atravessar o sertão, chegar em Manaus,
ver a chuva cair...
quem sabe eu trago uns pingos pra ti
e esse chão que corta o Ceará.
Desse jeito não dá,
Iracema cadê meu chapéu de palha,
folha de carnaúba,
o país está na berlinda, a chuva atrapalha,
a seca maltrata,
e tem prédio caindo...
sem falar no resto,
outro dia eu protesto.
Onde está meu sapato mulher!Lagarto e pé,
que meu caminho é longo,
mas,antes vou ao boteco do Zé
para tomar uma e vê se encontro alguém,
quem sabe um novo bem...
arar,jabuti,
Iracema um beijo pra ti,
aprender a escrever com giz
levar minha cultura assim
abrir meu coração
e um dia voltar pró meu sertão
com meu chapéu de palha
sapato de jacaré
lagarto depé
Iracema cadê!
IracemaMulher!
assim eu não vou no Zé!

MAURO ROCHA


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

SENTADO NA VARANDA

Vamos mudar as cidades,
trocar as identidades,
correr pelas ruas,
dormir nas praças,
girar o mundo,
depois sair dele,
tranquilamente de mãos dadas...

ESTRELAS QUE CAEM, ESTRELAS QUE FICAM, A LUA QUE VAI, O SOL QUE FICA

Quando a noite estava calma
você veio e bagunçou
agora que a noite está agitada
em casa você ficou
mas que coisa engraçada
essa estória de amor.

SISTEMÁTICO

Já não tenho mais nada para vender
a última coisa que vendi foi minha alma
não quero que você sinta pena
nem sou um pobre diabo
apenas andei do lado errado.

BSB

Cidade avião.
Cidade.
Cidadão.
Nas retas, Eixão.
Nas curvas, tesourinhas.
Que não cortam papelão.

...FOLHA EM BRANCO

Poesia,
pousa,
Mia,
Ousa ser só minha.

GIRO

Vento
Veloz
Sem tempo
Não deixe nua as árvores desatentas.

AGRESTE

Teu corpo fala
teu corpo floresce
meu corpo cala
diante desta beleza agreste.

...SAUDADES...

Céu...
que caiam as estrelas
que a lua se eternize cheia
e o sol só apareça a tarde.