quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DE PONTA CABEÇA

Eu procuro fazer tudo certo
Eu procuro os caminhos mais fáceis
Eu procuro acordar cedo

E quando tudo dá errado
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o céu
Eu olho para o chão

Vejo a vida então

Os castelos construídos
De ponta cabeça
Noites mal vividas
Pelas ruas com as mãos no bolso

Vejo a vida então

No próximo instante
No olhar distraído
No olho do anu
Quando fico nu...

Eu procuro sair antes
Eu procuro ser gentil
Eu olho para o sol poente
Eu fecho os olhos ao vento

E quando tudo dá certo
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o chão
Eu olho para o céu

Vejo a vida então

Nos aclives
No gosto silvestre
Nas curvas do corpo
No olhar saliente da boca

De ponta cabeça
Nos declives
Ou vice-versa
Numa boa conversa...

Com você...
...Espelho, espelho meu...

5 comentários:

BlueShell disse...

Procuramos, procuramos...até nos encontrarmos...
Gostei
BShell

Cristiana Fonseca disse...

Olá Poeta,
quanto tempo não leio teus belos poemas, encanto-me com tua escrita.
Abraços,
Cris

Pelos caminhos da vida. disse...

Gostei...

Obrigado pela sua companhia Mauro.

beijooo.

Memória de Elefante disse...

Nos aclives
No gosto silvestre
Nas curvas do corpo
No olhar saliente da boca

Muito bom!
A palavra grita e vibra na garaganta!

Um beijo

Dilberto L. Rosa disse...

Salve, amigo Mauro Rocha, há quanto tempo...! Vejo que vês a vida e segues a poetizá-la tão bem, tal como na simplicidade de versos aparentemente simples, mas que dizem mais do que aparentam, quase como um suspiro lento do Charlie Brown (que aparentemente era infantil, mas que, bum, lá estavam as vicissitudes do adulto de cada dia - a propósito: foi relendo uma postagem antiga dos Morcegos que falava do Schulz que reencontrei o seu 'link' - bom saber que segues na ativa!)!

Meu abraço, parabéns pela Poesia imortal dentro de ti e apareça para botar a prosa (e, é claro, a Poesia) em dia!