quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

NUVEM NEGRA

Nuvem negra
No temporal
Nuvem negra
No meu carnaval
Nuvem negra
Não sou você
Nuvem negra
Vai prá PQP
Nuvem negra
Sai de cima de mim
Nuvem negra
Deixa o sol iluminar o jardim
Nuvem negra
Vê se dá um tempo
Nuvem negra
Eu vou desejar
Nuvem negra
Você vai se dissipar
Nuvem negra
O sol aqui vai reinar
Nuvem negra
Existe o dia seguinte
Nuvem negra
A lua é suave
E o sol reina com esplendor
Nuvem negra
O temporal acabou
Nuvem negra
Começou meu carnaval
Nuvem negra
Tchau!

MAURO ROCHA 29/12/11

domingo, 8 de janeiro de 2012

DE REPENTE!

P
O
E
S
I
A

N
A

Veia

Pulsa...

Onde está você?...

Em qualquer lugar...
Seja na montanha ou na cidade
Inclinada na palavra
Acesa dia e noite...

No coração do povo
“A rosa do povo”

Veia que liga coração e mente...

De repente!
Poesia...

MAURO ROCHA 15/02/2011

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

LINHAS CRUZADAS

Eu vejo os dias
Como quem não tem relógio
Sem ponteiros
Não tem hora
Não demora
Nem atrasa...

Eu vejo os relógios
Como quem não tem dias
Preso ao tempo
E suas fatias
Cada minuto perdido
Uma vida
Corrida
Mal dormida
Atrás dos ponteiros
Que não demora
Nem se atrasa...

MAURO ROCHA 06/01/12

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

HOCUS POCUS

Com a alma vaga
As pegadas na calçada
Coadjuvante dentro da cidade
Você achou mais fácil trocar
Dor por medo
Gritos por segredos
Fogo por água
Amor por desejo
Luz por escuridão

E dentro do seu coração
Pássaros migram
Tempestades findam
Dias giram

Azul e negro
O céu muda de cor
Seus olhos mudam de cor
Seus lábios não sentem mais o mesmo sabor

De quando você era criança
Do primeiro beijo
Da mordida que faz sangrar
Do mar...
Você se projeta nos quadrinhos
Você viaja em romances
Ano após ano
Você renova seus pactos

Vive com seus fantasmas
Com medo do futuro
Mosaica seu passado
Vive de sorrisos mudos

Estendido no chão
De um ataque cardíaco
Encardido de feridas
Alma vaga

Vaga pelo tempo...

MAURO ROCHA 30/12/11

domingo, 1 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO



2011 não foi grandes coisa
Admito
Mas entre altos e baixos
Estou vivo

Respirando profundamente
Fechando os olhos para sonhar
E poder viver novamente
Mais um ano que nasce

Que 2012 seja assim
Como essa criança que existe em mim
Que vive cheio de sonhos
E não deixa de ter esperança

Que 2012 seja assim
Pois o futuro é hoje
E o amanhã é o presente
Que Deus nos dá
Para que possamos sempre
Recomeçar

De novo
Um ano novo...

MAURO ROCHA 01/01/12

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Quero aqui e nesse momento agradecer a todos que acompanham, comentam, não comentam, gostam , os que apenas olham, enfim a todos que amam poesia e  apreciam a minha poesia, que é feita de coração e muito amor a literatura, a arte, a vida.
Espero que em 2012 eu tenha mais tempo para me dedicar ao meu blog, ao blog dos amigos reais-virtuais-reais já que esse ano foi complicado e perfeitinho, por isso me desculpo agora por essa falha e que os mares do sul, norte, leste e oeste tragam bons ventos pra mim e para todos.
UM FELIZ NATAL com toda sinceridade e carinho desse poeta meio ou interiramente louco, mas que nunca esqueceu e nem vai se esquecer de vocês que são verdadeiras obras divinas e trazem suas artes com seus trabalhos e são especiais para muitos em suas vidas.
Obrigado por tudo!!!

MAURO ROCHA

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TEMPORAL

Ria um riso fácil
Encostado nas árvores
Que o tempo moldou.

Ria um riso fácil
Das faces
Que o tempo enrugou.

Ria
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

Ria um riso fácil
Das notícias do jornal
Que se repete com o tempo.

Ria um riso fácil
Na solitude
Que o tempo tornou igual

Não sai da linha
Nunca mordeu a maçã com vontade
Olhava para o tempo: _Agora é tarde!

Mergulhou carente
Teve febre
Não sabia se tinha perdido ou achado o tempo perdido

Apenas gritava
Numa felicidade acumulada
Numa noite estrelada

Sem pudores
Sem juras
Apenas carne...

Suor e lágrimas
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

A vida completa
Em seu túmulo:
“Viveu sem viver, morreu num ato de prazer”.


MAURO ROCHA 04/12/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DE PONTA CABEÇA

Eu procuro fazer tudo certo
Eu procuro os caminhos mais fáceis
Eu procuro acordar cedo

E quando tudo dá errado
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o céu
Eu olho para o chão

Vejo a vida então

Os castelos construídos
De ponta cabeça
Noites mal vividas
Pelas ruas com as mãos no bolso

Vejo a vida então

No próximo instante
No olhar distraído
No olho do anu
Quando fico nu...

Eu procuro sair antes
Eu procuro ser gentil
Eu olho para o sol poente
Eu fecho os olhos ao vento

E quando tudo dá certo
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o chão
Eu olho para o céu

Vejo a vida então

Nos aclives
No gosto silvestre
Nas curvas do corpo
No olhar saliente da boca

De ponta cabeça
Nos declives
Ou vice-versa
Numa boa conversa...

Com você...
...Espelho, espelho meu...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DIFERENTE

Abro os braços para a cidade
A luz ilumina meus olhos
Sou um personagem lúdico
Dentro de um quadro surrealista

Sou a própria lista
Das coisas que tenho que fazer
Dentro do cotidiano arrastado
Da vida cheia de planos...

Lembro das casas de muro baixo
Das inocentes noites de luar
Lembro das madrugadas caminhadas
Voltando para casa...

Hoje abro a porta no momento exato da lágrima
Hoje fecho a janela, pois a noite está assustada
Sinto algo de diferente no ar
Sinto teu calor me abraçar...

Olho para minhas mãos
Olho para meu rosto
Sinto fome
Sinto não estar com você...

Nesses dias de chuva
Lembra?
O tempo não volta
O tempo envolve

Assusta o tiro do revólver
Assusta os pensamentos pobres
Pensamentos egoístas
Pensamentos racistas

Pense...
A vida gira num minuto
Da lágrima ao riso
Do olhar despercebido ao desejo
Do medo a coragem...

Espero o amor passar
Parar e ficar
No brilho da lua
Nua

Nos meus olhos
Teu corpo geme
Enquanto a cidade acorda
Abro os braços...

MAURO ROCHA 16/11/11











segunda-feira, 14 de novembro de 2011

HOJE

Hoje estou com quarenta e um
Mas não sou mais um
Dentro da cidade
Gosto de sexo
Mas quem não gosta?
Gosto de vinho
Mas quem não gosta?
Gosto de cinema, arte, literatura
Mas quem não gosta?


Quem não gosta
Não sabe o que está perdendo
Ou o que está ganhando
Não sabe saborear os detalhes
Não sabe sorrir das besteiras
Não sabe o gosto do mel
Talvez nunca tenha ido a um motel
Talvez nunca transou ou sonhou em transar num elevador
Não sabe o que é sorrir ou chorar
Chorar ou sorrir ao mesmo tempo


Não sabe o que é o tempo
Ou a falta dele
Não sabe o que é saudade
Que vem como cheiro
Quem não gosta, não gosta
E quem sabe é feliz
Eu sei que eu gosto é de viver
E quero morrer sabendo que vivi


Hoje eu faço quarenta e um
Amanhã? É outro dia...
Que nasce cheio de surpresa
Tristeza
E alegria.






MAURO ROCHA 14/11/11