sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Quero aqui e nesse momento agradecer a todos que acompanham, comentam, não comentam, gostam , os que apenas olham, enfim a todos que amam poesia e  apreciam a minha poesia, que é feita de coração e muito amor a literatura, a arte, a vida.
Espero que em 2012 eu tenha mais tempo para me dedicar ao meu blog, ao blog dos amigos reais-virtuais-reais já que esse ano foi complicado e perfeitinho, por isso me desculpo agora por essa falha e que os mares do sul, norte, leste e oeste tragam bons ventos pra mim e para todos.
UM FELIZ NATAL com toda sinceridade e carinho desse poeta meio ou interiramente louco, mas que nunca esqueceu e nem vai se esquecer de vocês que são verdadeiras obras divinas e trazem suas artes com seus trabalhos e são especiais para muitos em suas vidas.
Obrigado por tudo!!!

MAURO ROCHA

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TEMPORAL

Ria um riso fácil
Encostado nas árvores
Que o tempo moldou.

Ria um riso fácil
Das faces
Que o tempo enrugou.

Ria
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

Ria um riso fácil
Das notícias do jornal
Que se repete com o tempo.

Ria um riso fácil
Na solitude
Que o tempo tornou igual

Não sai da linha
Nunca mordeu a maçã com vontade
Olhava para o tempo: _Agora é tarde!

Mergulhou carente
Teve febre
Não sabia se tinha perdido ou achado o tempo perdido

Apenas gritava
Numa felicidade acumulada
Numa noite estrelada

Sem pudores
Sem juras
Apenas carne...

Suor e lágrimas
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

A vida completa
Em seu túmulo:
“Viveu sem viver, morreu num ato de prazer”.


MAURO ROCHA 04/12/2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DE PONTA CABEÇA

Eu procuro fazer tudo certo
Eu procuro os caminhos mais fáceis
Eu procuro acordar cedo

E quando tudo dá errado
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o céu
Eu olho para o chão

Vejo a vida então

Os castelos construídos
De ponta cabeça
Noites mal vividas
Pelas ruas com as mãos no bolso

Vejo a vida então

No próximo instante
No olhar distraído
No olho do anu
Quando fico nu...

Eu procuro sair antes
Eu procuro ser gentil
Eu olho para o sol poente
Eu fecho os olhos ao vento

E quando tudo dá certo
Eu paro no meio do caminho
Eu olho para o chão
Eu olho para o céu

Vejo a vida então

Nos aclives
No gosto silvestre
Nas curvas do corpo
No olhar saliente da boca

De ponta cabeça
Nos declives
Ou vice-versa
Numa boa conversa...

Com você...
...Espelho, espelho meu...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

DIFERENTE

Abro os braços para a cidade
A luz ilumina meus olhos
Sou um personagem lúdico
Dentro de um quadro surrealista

Sou a própria lista
Das coisas que tenho que fazer
Dentro do cotidiano arrastado
Da vida cheia de planos...

Lembro das casas de muro baixo
Das inocentes noites de luar
Lembro das madrugadas caminhadas
Voltando para casa...

Hoje abro a porta no momento exato da lágrima
Hoje fecho a janela, pois a noite está assustada
Sinto algo de diferente no ar
Sinto teu calor me abraçar...

Olho para minhas mãos
Olho para meu rosto
Sinto fome
Sinto não estar com você...

Nesses dias de chuva
Lembra?
O tempo não volta
O tempo envolve

Assusta o tiro do revólver
Assusta os pensamentos pobres
Pensamentos egoístas
Pensamentos racistas

Pense...
A vida gira num minuto
Da lágrima ao riso
Do olhar despercebido ao desejo
Do medo a coragem...

Espero o amor passar
Parar e ficar
No brilho da lua
Nua

Nos meus olhos
Teu corpo geme
Enquanto a cidade acorda
Abro os braços...

MAURO ROCHA 16/11/11











segunda-feira, 14 de novembro de 2011

HOJE

Hoje estou com quarenta e um
Mas não sou mais um
Dentro da cidade
Gosto de sexo
Mas quem não gosta?
Gosto de vinho
Mas quem não gosta?
Gosto de cinema, arte, literatura
Mas quem não gosta?


Quem não gosta
Não sabe o que está perdendo
Ou o que está ganhando
Não sabe saborear os detalhes
Não sabe sorrir das besteiras
Não sabe o gosto do mel
Talvez nunca tenha ido a um motel
Talvez nunca transou ou sonhou em transar num elevador
Não sabe o que é sorrir ou chorar
Chorar ou sorrir ao mesmo tempo


Não sabe o que é o tempo
Ou a falta dele
Não sabe o que é saudade
Que vem como cheiro
Quem não gosta, não gosta
E quem sabe é feliz
Eu sei que eu gosto é de viver
E quero morrer sabendo que vivi


Hoje eu faço quarenta e um
Amanhã? É outro dia...
Que nasce cheio de surpresa
Tristeza
E alegria.






MAURO ROCHA 14/11/11


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OUTUBRO

Vai você saber...
O que passa no meu coração.

Tudo está tão...
Lindo.
O mundo é...
Cabível.

Os homens têm...
Delírios.
Os homens são...
Terríveis.

Existe paz...
E guerra
Tem gente que nada faz...
Tem gente que reza.

Veja-me hoje...
Aqui
Amanhã não sei.
Sei o que perdi
Guardei o que ganhei...

Vai você saber...

MAURO ROCHA 10/10/2011



sábado, 1 de outubro de 2011

MANHÃS FAMINTAS

Nos meus sonhos toco as nuvens
Na minha realidade choro absurdos
Nos meus sonhos beijo teu corpo
Na minha realidade sinto muita saudade
Nos meus sonhos existe um mundo de paz
Na minha realidade existe a dança do caos
O coração dorme no frio intenso
O tempo escapa das mãos
Os olhos observam os sorrisos alheios
Nos passos lentos a vida segue...
Manhãs famintas
Tardes sinistras
Noites perdidas
No silêncio...
A tempestade grita por paixão
Devastando a paisagem
O amor chega com o orvalho
Renovando as emoções...
Nos meus sonhos ligo cidades
Na minha realidade continuo endividado
As asas da imaginação acompanham Ícaro em sua queda livre
A modernidade me traz o mosaico para continuar minha colcha de retalho
O dia sangra na noite escura, cães ladram
Corpos estendidos na luz do luar
A realidade usa máscaras do caos
Na realidade a felicidade existe
Nos pequenos olhares
Nas gargalhadas despretensiosas
No silêncio...
Onde os grilos cantam
Onde as estrelas dançam
O amor chega com o dia
Trazendo novas canções...
Nos meus sonhos... A realidade...
MAURO ROCHA 28/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OCEANO

A poesia morreu
Nas asas da paixão
Quem sou eu
Nos delírios da solidão?

Choro por não ter lágrimas
O tempo não me traz asas
Apenas solidão e escuridão
Lampejos na parede caindo no chão

O mundo comemora as loucuras
Homenageia seus heróis anônimos

Irônico achar os caminhos
Irônico morrer sozinho
Irônico ter opções e não usá-las
Irônico não ser uma doença
Irônico não ser uma aberração
Irônico ser feliz
Irônico ser igual

E
Saber que muitos se escondem em máscaras
E
Saber que tudo não passa de fachada
E
Saber que as coisas evoluem
E
Ser o que sempre fui sabendo que poderia ser mais

Olho para os anjos
A lua está nos braços do sono
A poesia está na rua
Minha face está nua

Os sonhos estrangulados
O sangue no asfalto
Os delírios tremem a mão
O apocalipse beija o tempo

O mundo nunca será o mesmo
Entre arames farpados e afetos
Entre catástrofes e desertos
Eu sei, eu sei o que devo escrever

A poesia sangra
Para se sentir melhor

Haverá o amanhã, o beijo de novela
A esperança na janela, o gosto de hortelã

O poema amassado
Tarde cinza
A poesia morta
Nas palavras frias
Violenta cidade
Exposta no jornal

Pedras na mão
Impérios no chão
A peleja do bem
A peleja do mal


Choro por não ter lágrimas
O tempo não me traz asas
Apenas solidão e escuridão
Lampejos na parede caindo no chão

A poesia morreu
Nas asas da paixão
Quem sou eu
Nos delírios da solidão?


MAURO ROCHA  22/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

SILÊNCIO NA NOITE

Mergulhei o abismo



Encontrei o mar


Encontrei a terra


Subi para respirar...


Hoje ando devagar


_Bom dia vizinha!


_Bom dia amigo!


Bom mesmo é se encontrar...






MAURO ROCHA 04/09/11






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PORCELANA

Em meus sonhos
O mundo é perfeito
As estações têm
Seus próprios desejos

Eu só não queria dizer
Adeus
Adeus
Adeus...


Em meus sonhos
Colho morangos silvestres
Em dias de sol
A alma tem seus próprios desejos

Eu só não queria dizer
Adeus
Adeus
Adeus...

MAURO ROCHA 26/08/2011