sábado, 18 de fevereiro de 2012

SUNTUOSO

(...)

A festa delirante da cidade
Pessoas dançando
Pessoas gritando
Nas ruas a multidão...

Carnaval

A pele esquenta
A alma se ausenta
Carnaval

O corpo levita
A alegria excita
A festa completa a noite...

Numa festa profana
Quem te chama?
Quem te ama?
Quem reclama?

A cidade delira
A trilha é de suor
Ritmos e cerveja
Quatro dias do deus Baco...

Desfiles suntuosos
Arrasta multidões
Loucura
Fissura
Paixão...

Carnaval
Carne...
            Vem...
Vai...

No trio elétrico
Nas ruas
No sambódromo
Todos juntos

Na cidade...


MAURO ROCHA 17/02/12









sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

OBJETOS

Nas fatias do tempo
Mastigo sem demora
As doces memórias

Nas fatias do tempo
Mastigo depressa
Para não perder o trem

Que me leva às paisagens
Da primavera ao outono
Da paixão ao amor

E por falar em amor
Escrevi um poema
Com palavras tortas

Fechei a porta
Para viajar nas estrelas
Nas fatias do tempo

Observo o nu
De tua pessoa...

O gesto
O carinho
O amor

Nas fatias do tempo
Planto momentos
Para colher saudades

Observo a cidade
Nas ruas que ando
Poemas cotidianos

O que diria Drummond?
O que diria Quintana?
O que diria Cecília Meireles?
O que diria Clarice Lispector?

O que diria você?
Do poema fatiado
Do poema fatigado
Do olhar flamejante

Das palavras...

Tortas
Desenhadas na porta
Que se abre para o mundo...

MAURO ROCHA 07/01/12

sábado, 14 de janeiro de 2012

TODO O AMOR DO MUNDO TODO DENTRO DO MUNDO

O que você quer que eu faça?
Sorria!!!
Intolerâncias não têm graça
Espia!!!
O mundo inteiro é uma raça
Humana!
Mas nem parece
Vive em guerra
É preconceito
É desrespeito
Como se todos fosse diferentes
Todos têm dentes,
Pernas,
Braços, cabeças,
Coração...
Bem...
Coração...
Não, nem todos têm coração
Uns acham que todos têm que morrer
Outros acreditam na união que vai vencer...

E o que você faz?
Paz e amor?
Guerra e paz?
Amor e amor?
Nada demais?

Vamos plantar sementes
Sementes do bem
Que a primavera não demora
E quem sabe não vamos colher flor de amor
Misturados com amoras

Sonhos coloridos
Misturados com sorrisos
Um mundo perfeitos
Diminuindo as imperfeições

Não precisa muito esforço:
Bom dia!
Boa tarde!
Como vai?
Obrigado pelo sorriso

Obrigado por você

O mundo é nosso
Somos irmãos
Sei que não parece
Mas não somos iguais

Somos parecidos
E parece ser bacana
Apenas respeitar
Cuidar
Dizer:

Eu te amo!
De coração
De corpo e alma
Às vezes só de corpo

Às vezes só de alma
Mas ama
E o importante é isso
O que nos foi ensinado

Amar...

MAURO ROCHA 13/01/12

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

NUVEM NEGRA

Nuvem negra
No temporal
Nuvem negra
No meu carnaval
Nuvem negra
Não sou você
Nuvem negra
Vai prá PQP
Nuvem negra
Sai de cima de mim
Nuvem negra
Deixa o sol iluminar o jardim
Nuvem negra
Vê se dá um tempo
Nuvem negra
Eu vou desejar
Nuvem negra
Você vai se dissipar
Nuvem negra
O sol aqui vai reinar
Nuvem negra
Existe o dia seguinte
Nuvem negra
A lua é suave
E o sol reina com esplendor
Nuvem negra
O temporal acabou
Nuvem negra
Começou meu carnaval
Nuvem negra
Tchau!

MAURO ROCHA 29/12/11

domingo, 8 de janeiro de 2012

DE REPENTE!

P
O
E
S
I
A

N
A

Veia

Pulsa...

Onde está você?...

Em qualquer lugar...
Seja na montanha ou na cidade
Inclinada na palavra
Acesa dia e noite...

No coração do povo
“A rosa do povo”

Veia que liga coração e mente...

De repente!
Poesia...

MAURO ROCHA 15/02/2011

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

LINHAS CRUZADAS

Eu vejo os dias
Como quem não tem relógio
Sem ponteiros
Não tem hora
Não demora
Nem atrasa...

Eu vejo os relógios
Como quem não tem dias
Preso ao tempo
E suas fatias
Cada minuto perdido
Uma vida
Corrida
Mal dormida
Atrás dos ponteiros
Que não demora
Nem se atrasa...

MAURO ROCHA 06/01/12

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

HOCUS POCUS

Com a alma vaga
As pegadas na calçada
Coadjuvante dentro da cidade
Você achou mais fácil trocar
Dor por medo
Gritos por segredos
Fogo por água
Amor por desejo
Luz por escuridão

E dentro do seu coração
Pássaros migram
Tempestades findam
Dias giram

Azul e negro
O céu muda de cor
Seus olhos mudam de cor
Seus lábios não sentem mais o mesmo sabor

De quando você era criança
Do primeiro beijo
Da mordida que faz sangrar
Do mar...
Você se projeta nos quadrinhos
Você viaja em romances
Ano após ano
Você renova seus pactos

Vive com seus fantasmas
Com medo do futuro
Mosaica seu passado
Vive de sorrisos mudos

Estendido no chão
De um ataque cardíaco
Encardido de feridas
Alma vaga

Vaga pelo tempo...

MAURO ROCHA 30/12/11

domingo, 1 de janeiro de 2012

FELIZ ANO NOVO



2011 não foi grandes coisa
Admito
Mas entre altos e baixos
Estou vivo

Respirando profundamente
Fechando os olhos para sonhar
E poder viver novamente
Mais um ano que nasce

Que 2012 seja assim
Como essa criança que existe em mim
Que vive cheio de sonhos
E não deixa de ter esperança

Que 2012 seja assim
Pois o futuro é hoje
E o amanhã é o presente
Que Deus nos dá
Para que possamos sempre
Recomeçar

De novo
Um ano novo...

MAURO ROCHA 01/01/12

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Quero aqui e nesse momento agradecer a todos que acompanham, comentam, não comentam, gostam , os que apenas olham, enfim a todos que amam poesia e  apreciam a minha poesia, que é feita de coração e muito amor a literatura, a arte, a vida.
Espero que em 2012 eu tenha mais tempo para me dedicar ao meu blog, ao blog dos amigos reais-virtuais-reais já que esse ano foi complicado e perfeitinho, por isso me desculpo agora por essa falha e que os mares do sul, norte, leste e oeste tragam bons ventos pra mim e para todos.
UM FELIZ NATAL com toda sinceridade e carinho desse poeta meio ou interiramente louco, mas que nunca esqueceu e nem vai se esquecer de vocês que são verdadeiras obras divinas e trazem suas artes com seus trabalhos e são especiais para muitos em suas vidas.
Obrigado por tudo!!!

MAURO ROCHA

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TEMPORAL

Ria um riso fácil
Encostado nas árvores
Que o tempo moldou.

Ria um riso fácil
Das faces
Que o tempo enrugou.

Ria
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

Ria um riso fácil
Das notícias do jornal
Que se repete com o tempo.

Ria um riso fácil
Na solitude
Que o tempo tornou igual

Não sai da linha
Nunca mordeu a maçã com vontade
Olhava para o tempo: _Agora é tarde!

Mergulhou carente
Teve febre
Não sabia se tinha perdido ou achado o tempo perdido

Apenas gritava
Numa felicidade acumulada
Numa noite estrelada

Sem pudores
Sem juras
Apenas carne...

Suor e lágrimas
Na loucura intima
Num desesperado grito de amor.

Suas mãos vazias
Seu olhar noturno

A vida completa
Em seu túmulo:
“Viveu sem viver, morreu num ato de prazer”.


MAURO ROCHA 04/12/2011