segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OUTUBRO

Vai você saber...
O que passa no meu coração.

Tudo está tão...
Lindo.
O mundo é...
Cabível.

Os homens têm...
Delírios.
Os homens são...
Terríveis.

Existe paz...
E guerra
Tem gente que nada faz...
Tem gente que reza.

Veja-me hoje...
Aqui
Amanhã não sei.
Sei o que perdi
Guardei o que ganhei...

Vai você saber...

MAURO ROCHA 10/10/2011



sábado, 1 de outubro de 2011

MANHÃS FAMINTAS

Nos meus sonhos toco as nuvens
Na minha realidade choro absurdos
Nos meus sonhos beijo teu corpo
Na minha realidade sinto muita saudade
Nos meus sonhos existe um mundo de paz
Na minha realidade existe a dança do caos
O coração dorme no frio intenso
O tempo escapa das mãos
Os olhos observam os sorrisos alheios
Nos passos lentos a vida segue...
Manhãs famintas
Tardes sinistras
Noites perdidas
No silêncio...
A tempestade grita por paixão
Devastando a paisagem
O amor chega com o orvalho
Renovando as emoções...
Nos meus sonhos ligo cidades
Na minha realidade continuo endividado
As asas da imaginação acompanham Ícaro em sua queda livre
A modernidade me traz o mosaico para continuar minha colcha de retalho
O dia sangra na noite escura, cães ladram
Corpos estendidos na luz do luar
A realidade usa máscaras do caos
Na realidade a felicidade existe
Nos pequenos olhares
Nas gargalhadas despretensiosas
No silêncio...
Onde os grilos cantam
Onde as estrelas dançam
O amor chega com o dia
Trazendo novas canções...
Nos meus sonhos... A realidade...
MAURO ROCHA 28/09/2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

OCEANO

A poesia morreu
Nas asas da paixão
Quem sou eu
Nos delírios da solidão?

Choro por não ter lágrimas
O tempo não me traz asas
Apenas solidão e escuridão
Lampejos na parede caindo no chão

O mundo comemora as loucuras
Homenageia seus heróis anônimos

Irônico achar os caminhos
Irônico morrer sozinho
Irônico ter opções e não usá-las
Irônico não ser uma doença
Irônico não ser uma aberração
Irônico ser feliz
Irônico ser igual

E
Saber que muitos se escondem em máscaras
E
Saber que tudo não passa de fachada
E
Saber que as coisas evoluem
E
Ser o que sempre fui sabendo que poderia ser mais

Olho para os anjos
A lua está nos braços do sono
A poesia está na rua
Minha face está nua

Os sonhos estrangulados
O sangue no asfalto
Os delírios tremem a mão
O apocalipse beija o tempo

O mundo nunca será o mesmo
Entre arames farpados e afetos
Entre catástrofes e desertos
Eu sei, eu sei o que devo escrever

A poesia sangra
Para se sentir melhor

Haverá o amanhã, o beijo de novela
A esperança na janela, o gosto de hortelã

O poema amassado
Tarde cinza
A poesia morta
Nas palavras frias
Violenta cidade
Exposta no jornal

Pedras na mão
Impérios no chão
A peleja do bem
A peleja do mal


Choro por não ter lágrimas
O tempo não me traz asas
Apenas solidão e escuridão
Lampejos na parede caindo no chão

A poesia morreu
Nas asas da paixão
Quem sou eu
Nos delírios da solidão?


MAURO ROCHA  22/09/2011

domingo, 4 de setembro de 2011

SILÊNCIO NA NOITE

Mergulhei o abismo



Encontrei o mar


Encontrei a terra


Subi para respirar...


Hoje ando devagar


_Bom dia vizinha!


_Bom dia amigo!


Bom mesmo é se encontrar...






MAURO ROCHA 04/09/11






sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PORCELANA

Em meus sonhos
O mundo é perfeito
As estações têm
Seus próprios desejos

Eu só não queria dizer
Adeus
Adeus
Adeus...


Em meus sonhos
Colho morangos silvestres
Em dias de sol
A alma tem seus próprios desejos

Eu só não queria dizer
Adeus
Adeus
Adeus...

MAURO ROCHA 26/08/2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

TRECHOS

Cheguei ao seu mundo ontem
Apresentei meu codinome
Ganhei um sorriso
Num olhar distante...

Não sai de um livro de ficção
Pode pegar na minha mão
Aqui as estradas são longas
E os jardins secretos...

Vim com os anjos
Mas não para fazer mágica
Quero primeiro entender
Teu reflexo no espelho...

Não podemos fazer tudo o que queremos
Mas podemos sonhar com as estrelas
Pintar quadros negros que sempre são verdes
Envolver segredos, medos, desejos...

Cheguei ao seu mundo ontem
Numa paixão que brota o amor
Alimenta o corpo, satisfaz a alma
Vira tempestade, vira saudade...

Numa cidade qualquer
Meus pés formigam
Pessoas estranhas transitam
Perdidas no teu olhar...

Quando olho para o tempo
As pedras mudaram, as festas mudaram
A semana acabou
O vento sopra de norte a sul de leste a oeste

Pegue na mão dos anjos
Siga o caminho da lua
Num lindo sorriso tímido
Viva...

Num olhar distante
Apresentei meu codinome
Ganhei um sorriso
Quando cheguei ao seu mundo...


MAURO ROCHA 19/08/2011



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MALABARISMO

Atravessar o dia
No olhar desesperador da agonia
Na respiração ofegante do cansaço

Ler jornais apocalípticos
Ver guerras feitas por países ricos
A vida artificial do mundo real

Só quero envelhecer
Depois morrer
Com a sensação de ter vivido

Noites a mil
Em diversos exemplares
Um drink, um luar, um café da manhã

Atravessar o dia
Nos espinhos de uma rosa
No fluxo sanguíneo lento de um ataque cardíaco

Ficar vidrado na internet de madrugada
Ter insônias, acordar excitado
A vida real do mundo artificial

Chorar longas tardes
Amar por minutos
Um drink, um cigarro, um almoço para variar

Tentar outra vez
Errar no xadrez
Simplificar tudo num sorriso

Estender a mão
Escrever com paixão
Ler quadrinhos, hentais, nada demais

Atravessar o dia
No suicídio das palavras
Nas lágrimas depois do beijo

Você ser apenas você
Amar acreditando amar
No mundo há vida artificial ou real

Criar desejos
Postar medos
Um drink, um sol de rachar, algumas velas e um jantar

Atravessar o dia...

MAURO ROCHA 17/08/2011




































quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SONHOS DENTRO DO SONHO

A estrada parece perdida
A chuva parece invisível
Sigo as estrelas
Sigo o caminho para casa

Todas às vezes que fecho os olhos
Sinto o vento
Escuto teus cabelos ao vento
Sigo o caminho para casa

Teu corpo salgado lembra-me o mar
Vejo as pedras desvio dos espinhos
Sinto dor em meus pés
Sigo o caminho para casa

Ao meu lado um anjo peralta
O cheiro de chuva trás saudades tua
Sigo o arco-íris
Estou perto de casa

O coração já sangrou
Os olhos já choraram
O corpo ficou
Sobe a alma...

MAURO ROCHA 09/08/2011





terça-feira, 9 de agosto de 2011

POEMA JOGADO PELA JANELA

Lisérgico
Vejo a cidade de outro ângulo
Escorre pelos olhos os planos...

Acordo tarde
Durmo tarde
Escorre pelos olhos os sábados...

Na bandeja o café
De sobremesa não sei o que é
Escorre pelos olhos os domingos...

É que estou usando colírio...

MAURO ROCHA 09/08/2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

CASTELOS E AREIAS

Uma princesa em seu castelo
Admira o mar
Com seus cabelos dourados
Seus olhos a sonhar

E para seu espelho ela pergunta:
_Cadê meu príncipe encantado?
E o espelho responde a ela:
_Não se assuste se o príncipe for sapo!

Assim são os contos de fada
Antigos ou modernos
Mas as mulheres não esperam nada
Que não seja eterno

Um lindo castelo
Uma linda história
Esperando no altar
A princesa que demora

E como todo o encanto
Espera-se um final feliz
Só há espanto
Quando a bruxa mete seu nariz

Antigos ou modernos
Sempre haverá contos de fadas
Príncipes e sapos
Princesas e bruxas

E um espelho...

Moral da história:
Nunca deixe de sonhar...

MAURO ROCHA 25/07/2011