quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

TEMPESTISIDADE

Cigarras cantam seus cânticos
Absurdamente monólogos
Enquanto o lápis risca o papel
Numa tentativa de definir sexo e amor
E quem disse que aquela “rapidinha”
Não é amor entre linhas?
E quem disse que aquele encontro demorado
Não foi apenas sexo pensado?
Mas como definir o indefinido
Como dizer se quem está fazendo sexo
Não está fazendo amor?
E quem está fazendo amor
Não está fazendo sexo?
Nesta linha inseparável
Onde a imaginação pula
O romantismo pulsa
Ou a falta dele suplica
Entre homens e mulheres
A relação de amor e sexo
De sexo e amor
É tão simplesmente complexa
E tão complexamente simples
Que me pergunto em quantos monólogos
Cantamos?
Ou quantos diálogos conversamos?
Para entender que amor e sexo
Faz parte do que amamos...

MAURO ROCHA 11/02/2009






6 comentários:

paula barros disse...

Uma reflexão que muitos já não querem refletir, até por não encontrarem respostas, nem definição. Um tema polêmico.

Quantos diálogos são monólogos?

Gostei demais.

Luciana disse...

"Para entender que amor e sexo
Faz parte do que amamos...", gostei muito dessa parte da tua postagem.
A frase do filme A Garota de Rosa schocking é muito especial.


Obrigada pela visita sempre bem vinda.

Abraços.

o casalqseama* disse...

"E quem disse que aquela “rapidinha”
Não é amor entre linhas?
E quem disse que aquele encontro demorado
Não foi apenas sexo pensado?"



show...
difícil demais entender, melhor só sentir e viver!!!


bjão da fê =D

Lampejos disse...

Poeta Mauro,

Nesta intensa tempestividade
todos os sentidos
....rendidos ao amor que não deixa ser explicado o explicável.


(a)braços,flores,girassóis:)

Carlos Barros disse...

Um tema que sempre permeia o humano do homem.
Excelente abordagem!

Abraços.

Tempestade disse...

Gostei do texto, e esse trecho aqui

"Cigarras cantam seus cânticos
Absurdamente monólogos
Enquanto o lápis risca o papel
Numa tentativa de definir sexo e amor"

Parabéns pelo espaço!
Beijos Tempestuosos!