sábado, 1 de janeiro de 2011

NUVENS DISPERSAS

O relógio toca a trilha do tempo
O vento nos cabelos da amada
O horizonte perdido no olhar fechado
O beijo na praça da igreja

E tudo é contado diante dos espelhos
O mundo cheio de cacos
A chuva tateia o corpo dela
A lua incendeia amantes na janela

A palavra me traz o verbo
A estação me traz o inverno
Como é ser e não estar?
Como é conviver e não ficar?

Tem dia que a saudade aumenta
Tem dia que o poema está na marcha lenta
O sol esquenta o rosto
A lua ilumina o corpo

O relógio é o termômetro do tempo
A palavra constrói o poema
Minha janela está aberta para o mundo
Como é belo o sorriso dela

Dentro da cidade e seu caos urbano
Na linha moderna da vida moderna
Os caminhos se cruzam num piscar de olhos
A amada deitada no horizonte... Amada...


O relógio dança no compasso: tic, tac
O tempo viaja, mas sempre está presente
Passado, futuro, claro, escuro, a mente
Viaja no beijo da noite... Splash, ploc, plac

Tudo se resume num papel
Os olhos claros de estrelas no céu
Parado, no vento, estou eu
Acelerado o vento, que não é meu...

Mauro Rocha 28/12/2010

3 comentários:

Pat. disse...

Sempre o tempo, tempo, tempo!!!

Lindas palavras em versos para refletir.
Beijos

Chica disse...

Lindo! Um abraço e feliz 2011! chica

Vivian disse...

...você sempre lindo!

bj, poeta!

feliz 2011, moço!