CIDADES, cidades, cidades
cidades, cinzas, sem idades
cidades coloridas, cheias de saudades
cidades que ligam cidades
cidades metropolitanas
cidades interioranas
cidades abençoadas
cidades planejadas
cidades que nem parecem cidades
cidades globalizadas
cidades turísticas
cidades a perder de vista
cidades futuristas
cidades, cidades, cidades
o amor se propaga no meio das cidades.
15/02/1999
segunda-feira, 19 de maio de 2008
RASTEJANDO
Luz que ilumina
Faz sombra nos prédios
rasteja pelo chão,
faz sombra da silhueta
Das nuvens negras que choram de solidão.
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Luz que ilumina
Isso tudo, esse mundo
Minhas pegadas foram apagadas
Pelas pegadas da multidão
Enquanto nuvens negras choram
Aves de rapina rastejam pelo chão
Enquanto eu procuro meu coração.
MAURO ROCHA 01/01/1999
sexta-feira, 16 de maio de 2008
MERCÚRIO EM VÊNUS
Hoje não tenho o que dizer
A palavra falta e o que fazer ?
Pulo no abismo com o frio
Dou um giro na cidade, que vazio!
Procuro então contar estrelas
Fazer um pedido
Escrever um livro
Daquilo que não digo
Para poder dizer
Que o que me falta
É você.....
MAURO ROCHA 16/05/2008
A palavra falta e o que fazer ?
Pulo no abismo com o frio
Dou um giro na cidade, que vazio!
Procuro então contar estrelas
Fazer um pedido
Escrever um livro
Daquilo que não digo
Para poder dizer
Que o que me falta
É você.....
MAURO ROCHA 16/05/2008
...NUM OUTRO LUGAR...
Sorrisos abstratos
Em rostos de porcelana
A fragilidade é densa
Tensa é a excitação
A saudade que fica
Na solidão noturna
Com os lábios molhados
e o corpo nu...
Sorrisos concretos
Em rostos sinceros
A fragilidade engana
A excitação comanda
A saudade é amiga
Da solidão diurna
Com o corpo molhado
nu em tuas mãos...
MAURO ROCHA 03/02/2002
Em rostos de porcelana
A fragilidade é densa
Tensa é a excitação
A saudade que fica
Na solidão noturna
Com os lábios molhados
e o corpo nu...
Sorrisos concretos
Em rostos sinceros
A fragilidade engana
A excitação comanda
A saudade é amiga
Da solidão diurna
Com o corpo molhado
nu em tuas mãos...
MAURO ROCHA 03/02/2002
quinta-feira, 15 de maio de 2008
SAGA TRANSATLÂNTICA
Transversal
Brasil, Portugal
Desde do descobrimento
Até o momento
O Portugal de Pessoa
O Brasil de Drummond
O fardo Buarquiano
Gira, roda, gira seu Leal
E José tão Saramago...
Das belezas Portugal
Das maravilhas Brasil
Nesta saga transatlântica
Fez festa, chegou o carnaval
O amor do caboclo
E a gaja sensual
Do império
A República Lulal
Dos costumes e misturas
A colônia virou país
A língua ficou natural
Com semelhanças a de Portugal
Distintos e irmãos
Transversal
Brasil e Portugal
MAURO ROCHA 15/05/2008
Brasil, Portugal
Desde do descobrimento
Até o momento
O Portugal de Pessoa
O Brasil de Drummond
O fardo Buarquiano
Gira, roda, gira seu Leal
E José tão Saramago...
Das belezas Portugal
Das maravilhas Brasil
Nesta saga transatlântica
Fez festa, chegou o carnaval
O amor do caboclo
E a gaja sensual
Do império
A República Lulal
Dos costumes e misturas
A colônia virou país
A língua ficou natural
Com semelhanças a de Portugal
Distintos e irmãos
Transversal
Brasil e Portugal
MAURO ROCHA 15/05/2008
PÁSSARO DE FOGO
O amor não tem regras
E as flores desabrocham no jardim
Quando pensamos nos dias noturnos
Queremos o oposto da vida
A sua realidade ambígua
Reflete em tuas noites solitárias
Ácido? Nem sempre!!
O mundo te entrega com uma mão
Para retirar-lhe com a outra
Os sentimentos mais nobres
Transbordam com a dor
Numa saga transatlântica
Navego nos poemas de Fernando Pessoa
Na tua vida beijas a morte
Na tua morte celebras a vida
Real e imaginário se confunde
Dentro dos teus sonhos mais pudicos
O amor não tem regras
O amor é um pássaro de fogo
Que ilumina e queima
Em vôos altíssimos
Ou mergulhos profundos
Ilude e é verdadeiro...
MAURO ROCHA 15/05/2008
E as flores desabrocham no jardim
Quando pensamos nos dias noturnos
Queremos o oposto da vida
A sua realidade ambígua
Reflete em tuas noites solitárias
Ácido? Nem sempre!!
O mundo te entrega com uma mão
Para retirar-lhe com a outra
Os sentimentos mais nobres
Transbordam com a dor
Numa saga transatlântica
Navego nos poemas de Fernando Pessoa
Na tua vida beijas a morte
Na tua morte celebras a vida
Real e imaginário se confunde
Dentro dos teus sonhos mais pudicos
O amor não tem regras
O amor é um pássaro de fogo
Que ilumina e queima
Em vôos altíssimos
Ou mergulhos profundos
Ilude e é verdadeiro...
MAURO ROCHA 15/05/2008
SILÊNCIO PLENO
Ontem vi o mar em plena solidão
Jogando estrela na areia
Com o vento na contramão...
Hoje vi minha mão segurando tua mão
Seu movimento feito sereia
O silêncio ofegante de tua respiração...
Ontem tive
Hoje bem-te-vi
Amanhã ser feliz...
MAURO ROCHA 26/12/2000
Jogando estrela na areia
Com o vento na contramão...
Hoje vi minha mão segurando tua mão
Seu movimento feito sereia
O silêncio ofegante de tua respiração...
Ontem tive
Hoje bem-te-vi
Amanhã ser feliz...
MAURO ROCHA 26/12/2000
quarta-feira, 14 de maio de 2008
OBLÍQUA
O frio que maltrata a pele ou às vezes mata
Os seres que se encontram nas calçadas dos viadutos e pontes
É o mesmo que muitos gostam pelo aconchego...
Dos edredons e acompanhantes...
Perambulo pela noite para conhecer o dia
Nas horas vagas, vago nos teus olhos
Nas horas cheias penso no que vou ver
Entre trocadilhos e películas do Almodóvar
Perambulo no dia para na noite te encontrar
Encontro estrelas tatuadas de teu mar
E nas linhas do tempo o vento frio consome
Junto ao teu corpo meu corpo inflama
Desafortunados nas calçadas clamam por um cobertor
Muitos afortunados desconhecem...
Ou nem querem saber dessa dor
O mundo têm dessas tristezas
Mas o mundo também têm suas alegrias
Teu sorriso é um deles
Nas manhãs que se abrem
Nas noites e suas artes
A cidade acorda nas suas estações
No inverno te aqueço
No verão te dispo
No outono caio aos teus pés
Na primavera sinto teu aroma...
Vago nos teus olhos
Para me encontrar....
MAURO ROCHA 15/05/2008
Os seres que se encontram nas calçadas dos viadutos e pontes
É o mesmo que muitos gostam pelo aconchego...
Dos edredons e acompanhantes...
Perambulo pela noite para conhecer o dia
Nas horas vagas, vago nos teus olhos
Nas horas cheias penso no que vou ver
Entre trocadilhos e películas do Almodóvar
Perambulo no dia para na noite te encontrar
Encontro estrelas tatuadas de teu mar
E nas linhas do tempo o vento frio consome
Junto ao teu corpo meu corpo inflama
Desafortunados nas calçadas clamam por um cobertor
Muitos afortunados desconhecem...
Ou nem querem saber dessa dor
O mundo têm dessas tristezas
Mas o mundo também têm suas alegrias
Teu sorriso é um deles
Nas manhãs que se abrem
Nas noites e suas artes
A cidade acorda nas suas estações
No inverno te aqueço
No verão te dispo
No outono caio aos teus pés
Na primavera sinto teu aroma...
Vago nos teus olhos
Para me encontrar....
MAURO ROCHA 15/05/2008
GUARDADO NO CORAÇÃO
Te amo porque te amo
Não vou falar teu nome em vão
Falo com o coração.
Te amo porque o tempo para
Não vou falar de paixão
Deixe-me ver teu sorriso e pegar em tua mão.
Te amo porque te amo
E teu tempo é que fala
Deixe-me ver teus olhos e curtir tua risada...
MAURO ROCHA 16/03/2003
Não vou falar teu nome em vão
Falo com o coração.
Te amo porque o tempo para
Não vou falar de paixão
Deixe-me ver teu sorriso e pegar em tua mão.
Te amo porque te amo
E teu tempo é que fala
Deixe-me ver teus olhos e curtir tua risada...
MAURO ROCHA 16/03/2003
BRAVO
O cheiro da tulipa
O gosto do mel
O líquido fluído
O suor e o céu
Transfigurado na ternura
Misturado a cheiros fortes
Nos mostra a face do mundo
Sentido na boca
Sexo
Doce, delicioso
Arte
Etérea, rebelde
Tradução literal
Indecente
Violenta
Espiritual
Decorativo...
MAURO ROCHA 19/02/2003
O gosto do mel
O líquido fluído
O suor e o céu
Transfigurado na ternura
Misturado a cheiros fortes
Nos mostra a face do mundo
Sentido na boca
Sexo
Doce, delicioso
Arte
Etérea, rebelde
Tradução literal
Indecente
Violenta
Espiritual
Decorativo...
MAURO ROCHA 19/02/2003
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