terça-feira, 26 de maio de 2009

NUVENS DE ALGODÃO

A areia nas mãos
Escapa com o vento
Escapa nos dedos
Escapa no deserto
Os momentos e desejos
Que nem sempre vejo...

Toda válvula é de escape
Escapa o tempo
Quando olho para a infância
É a adolescência que escapa da lembrança
Quando olho para a velhice
É a mocidade que escapa da memória...

Escape do cotidiano
Escape todos os anos
Das noites sem nomes
Dos dias sem donos
Das doces ilusões
Nos desertos de desejos...

A areia nas mãos
Nem sempre te vejo....

MAURO ROCHA 25/05/2009

3 comentários:

paula barros disse...

Quantas coisas nos escapa....

Quando eu gostar mais do que o normal eu digo - gostei.

abraços

MARTHA THORMAN VON MADERS disse...

No deserto encontrei uma pessoa nua, bestial,
que tinha nas mãos o coração e dele comia
perguntei; está gostoso amigo?
Ele respondeu, está amargo muito amargo , porque é amargo e é meu coração.

Bandys disse...

Mauro,

Só da vida não podemos escapar.

Em beijo e uma quarta de muita paz.