terça-feira, 6 de outubro de 2009

QUARTO MINGUANTE

Quando quero a rua parece nua
Quando quero a alma parece sua
Hoje está indefinida a estação
Hoje está definida a solidão

Navego em livros lisérgicos em busca de palavras esdrúxulas
A fé está onde você encontra, mergulho no abismo de mim mesmo...
Não sinta pena de sua carne e nem reclame do preço que você paga por sustentá-la
O mundo é o mesmo, o que muda são as formas que a humanidade dá ao mundo

Tudo bem, você vai dizer: Quanta acidez!
Mas, será eu ou minha alma que está corroída com tanta insensatez ?
Ou será os delírios de um anjo estatelado na avenida Atlântida?
Ou será a poesia presa na garganta?

Quando quero a rua parece sua
Quando eu quero a lua parece nua
Hoje o dia está lindo
Hoje estou vivo...


MAURO ROCHA 06/10/2009

6 comentários:

paula barros disse...

O ser vivo, que escreve, solta a voz, solta a alma.
O ser vivo que procura momentos para fazer a vida sua.
Com incongruências e mortes, mas fazendo a vida girar.

abraços

(Ai, me deixou com saudade de Brasília, do céu de lá, de mim lá...)

Abraão Vitoriano disse...

"Mas, será eu ou minha alma que está corroída com tanta insensatez ?
Ou será os delírios de um anjo estatelado na avenida Atlântida?
Ou será a poesia presa na garganta?"

você navega dentro da alma, mostra o "tutano" do ser...

muito bonito, parabéns!

abraços,

Bandys disse...

Mauro,
"Como expressar nas palavras,
os gestos que queria fazer,
as coisas que gostaria de ver,
os belos amanhecer e entardecer,
e o sombrio morrer...
faltam-se falas.

Mas ao expressar o simples fato de escrever, falar, nada existe para preocupar...nada pode deturpar,
na essência pelo chorar,no gesto por beijar,comover e alavancar
o puro e simples "amar"."

Qualquer pagina em branco cabe o amor, amor pela vida! E voce é isso.

Beijos
Minha sincera amizade por ti!

Noslen ed azuos disse...

Grande poesia meu amigo, esta sua mistura de cotidiano com romance é perfeita.

abração
ns

HSLO disse...

Amigo Mauro,

Desculpa a demora de passar por aqui...viu. Estou de volta.



abraços

Hugo

Canto da Boca disse...

Não podemos deixar de perceber o tom corrosivo da poesia, e isso não torna desinteressante, ao contrário, ainda bem que escrever é a cura da alma, são pelos versos que transpiramos a febre de algumas impotências, dormências, desordens e discordâncias do mundo. Belo texto!

Um abraço!
:)