O sentido da vida já está marcado
Na palma da mão, na encruzilhada
Num piscar de olhos, numa falsa risada
Que atravessa a pista na madrugada.
Te liguei para dizer que os anjos estão chegando
O meu mundo é teu, enquanto eu estiver te amando
Vamos sair na madrugada feito pombos
Vamos sair sem dizer nada: segundo os anjos.
O sentido da vida está traçado
Em cada olhar desesperado
Em cada sorriso apaixonado
Em cada curva, em cada esquina...
Te liguei para convidá-la: dei-me o prazer desta dança
Nesta noite ensolarada pelos raios da lua
Corrija-me se eu estiver mentindo, se minha vida não é sua
Pois o sentido da vida é vivê-la nua e crua.
MAURO ROCHA 02/10/1999
quinta-feira, 5 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
SAUDADE PLENA
Como te dizer
Que eu queria versos
Se teus olhos são rimas
Noite fria num deserto
Teu corpo me desatina....
MAURO ROCHA 17/03/2001
Que eu queria versos
Se teus olhos são rimas
Noite fria num deserto
Teu corpo me desatina....
MAURO ROCHA 17/03/2001
LINHAS E MÃO
A mão estendida
O sorriso aberto
O passo que se firma
Na linha do deserto
Cheio de palavras
Navega com o coração
Na linha dessa estrada
Estendida está a mão
Que segura o mundo inteiro
Que se perde por dinheiro
Que enxuga lágrimas
E aperta a mão do companheiro
A mão estendida
O sorriso aberto
Assim se faz o homem
No meio do caminho incerto.
MAURO ROCHA 25/03/2001
O sorriso aberto
O passo que se firma
Na linha do deserto
Cheio de palavras
Navega com o coração
Na linha dessa estrada
Estendida está a mão
Que segura o mundo inteiro
Que se perde por dinheiro
Que enxuga lágrimas
E aperta a mão do companheiro
A mão estendida
O sorriso aberto
Assim se faz o homem
No meio do caminho incerto.
MAURO ROCHA 25/03/2001
LUZ NO HORIZONTE
Quero viver hoje
Para poder morrer amanhã
Quero a última flor
E o primeiro suspiro da manhã
Não quero saber aonde vou,
Irei ouvindo o silêncio da estreda
Meu sorriso eu deixo nas estrelas
Minhas lágrimas viraram gotas oceânicas...
Sei que tive dias nobres
E deixei amor pelos cantos
Sei que já vou embora
como uma luz no horizonte
Mas estarei sempre presente
Nos olhos fixos
E no sorriso inocente de todos os amigos...
Quero viver hoje
Para poder morrer amanhã.
MAURO ROCHA 21/04/2001
Para poder morrer amanhã
Quero a última flor
E o primeiro suspiro da manhã
Não quero saber aonde vou,
Irei ouvindo o silêncio da estreda
Meu sorriso eu deixo nas estrelas
Minhas lágrimas viraram gotas oceânicas...
Sei que tive dias nobres
E deixei amor pelos cantos
Sei que já vou embora
como uma luz no horizonte
Mas estarei sempre presente
Nos olhos fixos
E no sorriso inocente de todos os amigos...
Quero viver hoje
Para poder morrer amanhã.
MAURO ROCHA 21/04/2001
terça-feira, 3 de junho de 2008
DÍSPAR
O poeta me disse ontem
Que o amor têm fases
Feito a lua ascendente em câncer
Feito os horizontes em marte.
Porém o que vejo
Vai além da imaginação
Penetra dentro da alma
Corta os dedos, chega ao coração.
O poeta também me disse
Que a vida não têm planos
Corre alegre ou triste
Mas, como o amor não há desenganos.
Porém o que vejo
Está além de minhas mãos
É algo feito desejo
Corta os punhos, chega ao coração.
MAURO ROCHA 25/01/2000
Que o amor têm fases
Feito a lua ascendente em câncer
Feito os horizontes em marte.
Porém o que vejo
Vai além da imaginação
Penetra dentro da alma
Corta os dedos, chega ao coração.
O poeta também me disse
Que a vida não têm planos
Corre alegre ou triste
Mas, como o amor não há desenganos.
Porém o que vejo
Está além de minhas mãos
É algo feito desejo
Corta os punhos, chega ao coração.
MAURO ROCHA 25/01/2000
O LADO DO LADO
Quando tudo parece certo
Há sempre um anjo malvado
Que nos coloca num deserto
Sem água do lado.
Quando tudo parece errado
Há um sempre um anjo do bem
Que nos tira do deserto
Com direito a água e nos ensina a dizer: Amém.
MAURO ROCHA 25/03/2001
Há sempre um anjo malvado
Que nos coloca num deserto
Sem água do lado.
Quando tudo parece errado
Há um sempre um anjo do bem
Que nos tira do deserto
Com direito a água e nos ensina a dizer: Amém.
MAURO ROCHA 25/03/2001
segunda-feira, 2 de junho de 2008
VENDEDOR DE SONHOS
Corro pelos cantos
Reunindo fantasias
E pelas estradas eu vou
Entre rimas e cantigas
Reunindo almas vazias
Vendendo sonhos
Desejos e gracejos
Correndo prá te ver.
Sou feito mambembe
Equilibrando-me na vida
Com a palavra dentro da cantiga
E os sonhos dentro da mão
Distruindo alegria
Essa palavra contra a solidão
Seja de noite, seja de dia
Vendendo sonhos em toda direção
Corpos colados, beijos suados
Passos contados pelos palcos
Nos olhos da cada cidadão.
MAURO ROCHA 02/06/1999
Reunindo fantasias
E pelas estradas eu vou
Entre rimas e cantigas
Reunindo almas vazias
Vendendo sonhos
Desejos e gracejos
Correndo prá te ver.
Sou feito mambembe
Equilibrando-me na vida
Com a palavra dentro da cantiga
E os sonhos dentro da mão
Distruindo alegria
Essa palavra contra a solidão
Seja de noite, seja de dia
Vendendo sonhos em toda direção
Corpos colados, beijos suados
Passos contados pelos palcos
Nos olhos da cada cidadão.
MAURO ROCHA 02/06/1999
DOIS
Tenho dois momentos
Guardados nesta vida
Um me consome por dentro
O outro esconde a ferida.
Mas não posso reclamar
Das coisas que tenho
Ando sobre a terra, sobre o mar
Andarilho feito passarinho.
Tenho dois momentos
Guardados nesta vida
O amor que me consome
E o destino que me deixa sozinho.
MAURO ROCHA 01/09/1999
Guardados nesta vida
Um me consome por dentro
O outro esconde a ferida.
Mas não posso reclamar
Das coisas que tenho
Ando sobre a terra, sobre o mar
Andarilho feito passarinho.
Tenho dois momentos
Guardados nesta vida
O amor que me consome
E o destino que me deixa sozinho.
MAURO ROCHA 01/09/1999
...OUTROS POEMAS
Dedicado a João Cabral de Melo Neto
Sem asas se faz anjo
Pelos caminhos da palavra
João Cabral de Melo Neto
O arcanjo da fala.
Tão simples quanto a linha
Tão complexo quanto a vida
Sua poesia chove
Na realidade crua e vazia.
João Cabral de Melo Neto
O arcanjo que declama, a morte e a Vida
Deste povo que resiste e luta
A cada olhar, cada lágrima no rosto, Severina.
Anjo do ontem, do amanhã, e do hoje
Sua poesia corre pela alma, na expressão do povo
João Cabral de Melo Neto
pelos caminhos da palavra, sempre, e hoje.
MAURO ROCHA 09/10/1999
Sem asas se faz anjo
Pelos caminhos da palavra
João Cabral de Melo Neto
O arcanjo da fala.
Tão simples quanto a linha
Tão complexo quanto a vida
Sua poesia chove
Na realidade crua e vazia.
João Cabral de Melo Neto
O arcanjo que declama, a morte e a Vida
Deste povo que resiste e luta
A cada olhar, cada lágrima no rosto, Severina.
Anjo do ontem, do amanhã, e do hoje
Sua poesia corre pela alma, na expressão do povo
João Cabral de Melo Neto
pelos caminhos da palavra, sempre, e hoje.
MAURO ROCHA 09/10/1999
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