Quem nunca teve um amor sem pretensão?
Ou vários amores adolescentes, então?
E quem nunca brincou de bem-me-quer
E terminou no mal-me-quer?
E mesmo quem não sabe brincar
Algum dia se pegou a sonhar
Com esse gostoso mistério
Que faz mover a vida
Quem nunca teve um amor de verdade?
Quem disse que amor tem idade?
Quem nunca abriu a janela e de amor não suspirou?
Quem disse quer essa história acabou?
E no tempo da vovó
Que nos conta como era namorar
De mãos dadas na praça
Ou do beijo roubado atrás da igreja
E nessa doce peleja
Caminha a humanidade
Desde Romeu e Julieta
Até no centro da cidade
O amor que aflora
Que canta
Que chora
E na primavera sempre se renova
Na essência de uma nova vida
Na carta ridícula
Na importância dos detalhes
Que nunca sai de moda
E faz pulsar os corações
Das diferentes gerações
E na primavera sempre se renova
E não sai de moda
O amor
Sempre o amor
Que compõe o poema
Que faz chorar no cinema
Que dança com a alegria
Que declama a poesia
E é tão quimicamente essencial
E encontrado até nas páginas de jornal
O amor
Que nem sempre tem razão
Que é feito de coração
Não importa a geração
É amor, simplesmente complexo, amor...
MAURO ROCHA 26/01/2011