quarta-feira, 29 de julho de 2009

TRENS QUE CORTAM A CIDADE

A noite quis partir
Olhando para teus olhos
Não estava mais em mim
Era apenas espólio

A noite quis partir
Ouvindo sua voz
Não estava mais em mim
Era apenas um momento atroz

Como num jogo
Os sorrisos e os segredos
Os pecados e os desejos
Era apenas um sonho

A noite quis partir
Como o gosto de tua boca salgada
Não estava mais em mim
Eram apenas delírios da madrugada...

MAURO ROCHA 29/07/2009

7 comentários:

Lampejos disse...

....

Que maravilhoso é sentir esse partir da noite

...ainda que seja em nosso próprio delírio

da madrugada.

[obrigada Poeta Mauro]


(a)braços,flores,girassóis..:)))

Bandys disse...

Mauro,

Mesmo sendo delírios que noite parta e traga outros sonhos outros desejos...

Beijos

Ravnos disse...

Como está meu caro Mauro?
De pouco em pouco, faço algumas observações que a muito custo descubro desta pérfida e misteriosa vida. Fico feliz que goste de minhas asneiras.
[Risos]

Como sempre, com textos de agradavel leitura e que me fazem também refletir e por vezes identificar.

Um grande abraço.

Simplesmente Amor disse...

Quantas vezes eu quis partir...

Mas não imagina que mesmo partindo... Eu levava tudo dentro de mim!


Um abraço carinhoso

[ rod ] disse...

A noite e suas imensidões prontas a nos aplaudir ou ao golpear...

Abs meu caro e estou de volta.





Novo dogMa:
há gosTo...


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Ana Paula disse...

Sagrados delírios da madrugada atroz.

Bom final de semana.

paula barros disse...

Li o seu poema e interprei de duas maneiras.

Quando o olhar a boca, o sorriso e os segregos nos tira de nós mesmos, nos projeta em outro mundo, um mundo de sonhos.

E por outro li quando não sentimos mais o outro em nós.

Se o seu poema me faz pensar é sempre bom, e sempre faz. O melhor é apreciar sua capacidade de escrever.

abraços