quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MÁQUINAS TRANSFORMADAS

Como folhas caídas no chão
Esperando alguém para catá-las
As palavras jogadas na imaginação
Acordam-me na madrugada...

Formando um corpo
Idealizando um lugar
Um beijo no rosto
Construindo o mar

As palavras catadas como grão de milho
Nos computadores que lembram as máquinas antigas
Com seus modernos teclados
É o mundo virtual meu filho

Mas a palavra também é moderna
Na língua da fala
No regionalismo que pela cidade atravessa

Atravesso a escrita no mar branco da folha
De risco em risco
O poema rima á toa

Como folhas de outono
A palavra vira estação
Transformam-se em livro
Brinca com a imaginação...

MAURO ROCHA 30/07/2010

6 comentários:

Marilu disse...

Querido amigo, sua postagem para mim aparece em branco...coisas de internet...Beijocas

Bandys disse...

Mauro,
Como folhas de outono
A palavra vira estação
Transformam-se em livro
Brinca com a imaginação...

E até a imaginação transforma-se.

Beijos

Clarice disse...

Poeta, nem sei há quanto tempo não venho aqui, eu que devo desculpas ...ando na roda viva, rodando sem parar.
Sinto falta das palavras ... vou tentar aparecer mais vezes, espero que você volte a net tb,
beijos da janela

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

"As palavras catadas como grão de milho
Nos computadores que lembram as máquinas antigas
Com seus modernos teclados
É o mundo virtual meu filho" senti uma solidão tamanha nesses seus versos e não pude de me ver neles.

Noslen ed azuos disse...

...bem legal meu amigo, sua poesia soá como brisa leve que toca as cordas da emoção.

...e nem precisa se desculpar, suas poesias eterniza sua companhia.

abraços
ns ☻

Tatiana disse...

Gostei imenso da sua criatividade na construção desse poema.

Coisas de um grande Poeta!

Beijo com carinho