quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

AINDA VEJO AS ESTRELAS

Estou com um dilema
Não faço poema
E sim textos capengas
Diante da janela
Cinema
Fale profundo
Veja, meus óculos fundo de garrafa
A tinta preta acabou
A caneta esferográfica estourou
Só o toco de lápis que restou
Então vou pintar o céu grafite
E escutar Lou Reed
Para ver se as horas passam
E meu espaço fica completo
Com teus olhos de cetim
Diante da janela
Jasmim
Ou frutas fora de época
Pois o que me interessa
São as folhas de teu vestido outono
Caírem em meu mais doce sono
Das tardes insólitas de domingo
Diante da janela
Poemas se revezam
Entre olhares atentos
E distrações do momento
Numa dança sistemática
De joelhos diante de ti

Teu perfume me embriaga
De olhos fechados sinto o paraíso
Da janela
A lua vai curtindo...

MAURO ROCHA 28/01/2009


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

COMERCIAL LOCAL

Doces?
Não, mas se for chocolate!
Chocolate?
Sim!!
É afrodisíaco?
Hummmmmmm
Acho que sim, mas é muito bom.
Em tabletes ou inteiro?
Em tabletes, para brincar devagar....
Assim tudo derrete...
Se esquentar muito,rssrs
Ok! Vou providenciar
Ah! Não esquece a embalagem...

MAURO ROCHA 26/01/2008

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ENTRE O SER E O ESTAR

Na janela em movimento
Movimenta o pensamento
Passam ruas, jardins, montanhas,
Cidades, felicidades,
Tristezas e idades...

Na janela, sentado no parapeito
Um Hamlet sem jeito
Entre o ser e o estar
Desenha sonhos nas nuvens que vão passar
Pelas cidades, felicidades,
Tristezas e idades...

Na janela, inclinado no horizonte
Num monólogo qualquer
Na alma um desejo ardente
No corpo a razão latente
Dentro das cidades, felicidades,
Tristezas e idades...

Na janela em movimento
Rapunzel joga suas tranças
Como numa quadrilha Drummondiana
Romeu espera e Julieta beija o sapo
Que se transforma em simples operário
Nas cidades, felicidades,
Tristezas e idades...

No pensamento a janela
Movimenta o movimento...

MAURO ROCHA 20/01/2009





quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

LIRISMO CRIPTOGRAFADO

Voltei para dizer
Que ainda vivo
E em meu peito
Apenas a flecha atravessada
Dos dias perdidos
Por cinco minutos de bobeira
E na Faixa de Gaza
Rasga a insanidade de grupos
Que decidem por todos
Que só têm tempo de pensar em se esconder do próximo míssil...

Voltei para dizer
Que a poesia criptografada
Tatua o dia de lirismo
E que toda vontade que sinto
Esta derramada nos punhos cortados
Da noite... entenda...
Vampiros não refletem em espelhos
Sistemas viciados criam pesadelos
Há algo de errado na televisão
O abismo está no próximo passo...

Voltei para dizer
Que agora vai ser diferente
Vou deixar você escolher
Entre o beijo ardente
E a mordida sutil
Entre a tempestade apaixonante
E a brisa amorosa
Entre a maçã pecaminosa
E o desejo da rosa...

Voltei para dizer
Que ainda vivo...


MAURO ROCHA 14/01/2009







terça-feira, 13 de janeiro de 2009

DIAS IMPRÓPRIOS

O amor que navega e faz navegar nas entrelinhas da paixão...
Kamikaze
Luz na escuridão...
E da janela estendo a mão
Para o dia começar então
Vejo o anjo da noite acordado
Conversas
Desejos
Noites sem fim...

Lágrimas na solidão
A espera
Na esfera
Gira o mundo
Não sou nada sem ti...
Energia
Nas entrelinhas...
Fecho os olhos...na brisa
Sinto teu abraço
Meu Deus eu acho
Não, tenho certeza
O paraíso está nesse espaço
Que me navega...

Nos dias impróprios
Procuro respostas
Em mandarim
E ela tão bela
Tão Botticelli
Tão Joana d’Arc
A Mona Lisa que sorri...
Nas entrelinhas
Não sou nada sem ti...


MAURO ROCHA 13/01/2008





sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

HORIZONTES E AMPLIDÕES

Abro a porta...
Janeiro de dois mil e oito
O ano começa com expectativas e normalidades
Fevereiro encontra-se em festa
Mistura carnal
Março deságua em planos
Faz-se presente o ano
Abril não é mentira
Maio é decisivo:
Casar ou comprar uma bicicleta??
Junho começa o frio e o ano passa fervendo
Julho férias, férias e o que eu fiz mesmo??
Agosto e seus gostos e desgostos
E seus desejos loucos
Setembro vem com a chuva fina
E tudo que fiz foi amar...menina!!
Outubro...bem.. outubro...
Vem com suas lágrimas em folhas
Suas mudanças, suas escolhas...
Novembro tatua escorpião
Traçados os destinos, o passado risca a mão,
O futuro forma-se com os olhos fechados...
Dezembro inicia-se como um fim esperado
Os desejos renovados
Os votos de felicidade
E mais uma porta fechada...
Com uma chave na mão para abri outras portas...

MAURO ROCHA 02/12/2008



terça-feira, 2 de dezembro de 2008

FECHE OS OLHOS, O CÉU ESTÁ AQUI....

Desejo tanto e quanto e a vida
E teus olhos fechados
E a sedução de se sentir desejado
E não entendo tudo e quando e a vida
E meus sentimentos transbordados
Em copos d’água e furações
Olho para o dia desejando a noite
Olho a cidade no vazio
Meu coração batalha com a razão
Mas nunca há um ganhador
E ninguém vê minhas lágrimas
Ninguém entende minhas migalhas
O mundo gira transeunte
O amor está presente
O desejo também
Mas nem sempre os dois descem o mesmo rio
Desejo tanto e quanto e a vida
E muitas vezes entrelaço os dedos
Interfaces da fantasia...
E a vida vive perambulando
O tempo guarda as lembranças
E meus olhos fechados
Olha para a noite e deseja o dia...


MAURO ROCHA 02/12/2008


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ANÔNIMO

Escrevi meu nome no muro
Que com o tempo caiu
Hoje é outro mundo
Que destrói e camufla o rio
Hoje é outro mundo
Visto da palma da mão
Anônimo
Mato
Vivemos no anonimato
Morro ou mato
O surrealismo virtual
Portas abertas
Felicidades reais
Tristezas reais
Desejos carnais
Fantasias tecladas
Anônimos ou não
Segredos
Mentiras
Verdades vividas
Hoje
Agora
O mundo é outro
Que com o tempo surgiu...na ampulheta
Conheça minhas letras
Dentro do mundo quadrado
Coloque sua mão no monitor
Feche os olhos
Vamos ficar mais ligados
No surrealismo virtual
Escute a música
Leia o livro
Veja o filme
Dê-me um beijo...real
Para eu não esquecer
Que meu nome está escrito no muro...
...imaginário...

MAURO ROCHA 01/12/2008


DEZEMBRO

Rooouuu,Rooouuu,Rooou,Roouuou,Rooouuu...
Dezembro chegou
Mas o natal não é só isso
Há paixão
Há solidariedade
Revisão
O maior presente é a vida
E o gesto mais simples é agradecer...

Dezembro...

MAURO ROCHA 01/12/2008