quarta-feira, 18 de junho de 2008

CORTE SUPERFICIAL

Hoje queria escrever
Realmente queria escrever
Não para falar do amor
Não para falar da dor
Apenas escrever
Brincar com as palavras
Lutar com as palavras
Palavras amadas
Palavras odiadas
Palavras que não dizem nada
Palavras que do nada não precisam para dizer
Apenas escrever
Nem que fosse as reticências da reticência
Nem que fosse para marcar presença
Nem que fosse para olhar tua ausência
Apenas escrever
A música que não sei cantar
A lua que se admira com o olhar
Os caminhos que não querem voltar...


Hoje eu queria escrever
Mas o papel insiste em ficar mudo
A me olhar...
E eu de olhos fechados
A imaginar...

...Hoje eu quero você...


MAURO ROCHA 18/06/2008
.


16 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Muito bonito, Mauro. EStá muito inspirado. Assim como vc vai sempre ao meu blog dar uma "checada"v irei ao seu para fazer o mesmo.
Beijo da Rê

Aninha disse...

Boa noite-19h23-RJ
Friozinho Gostoso por aqui

Quantas vezes a gente quer se calar,mas as palavras nos chamam.Elas sabem o que vai em nossas almas e quer que materializemos o amor que nos habita.
Lindo como sempre!

Obrigada pelos encontros.
Sucesso

mundo a fora disse...

passando pra deixar um beijo

sem tempo pra nada

bjoka

brigada pelo carinho

:: Daniel :: disse...

"E o querer se faz em linhas
Dispostas ao amor escrever"

Muito bonito isso.

Abração!

Lampejos disse...

Mauro,

Ás vezes elas ficam assim:intimamente intimas, brutalmente secretas.Mas com essa vontade de serem lidas ou ditas; como tu as escreveste!


(a)braços,flores,girassóis :)

Bandys disse...

Sem palavras!

Lindo!

Abraços

Luís Nunes disse...

Apaixonante, gostei muito Mauro,sem reservas.

Forte abraço

paula barros disse...

Menino, que coisa mais linda.
Maravilhosa.
Vim só dá bom dia, correndo, não pude deixar de ler.
abraços, quando voltar para Recife vou ler tudo com calma.

Entre o Fascínio e o Pensamento disse...

Lindo isso!! O amor, a dor, o desespero do querer... O esperar.

Fantástico, amigo poeta!!

BjO.

Dry Neres.

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Vi os dois e o "Não matarás" e por incrível que pareça gostei mais deste último.
Bj, boa quinta,

Clarice Lis disse...

Poeta, assim como seu papel fiquei muda. As palavras andam cada vez mais temperamentais e somem quando bem entendem (rs!)

ALZIRA disse...

Este poema fez me estremecer.
Lindo

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Hj não estou podendo fazer muitos comentários porque descobriram o meu mal,algo inesperado, meio sério e vou ser operada. Mas deixei um presente para vcs, uma resenha.
Apareçam por lá:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto depois de www
Um abraço,
Renata
PS: Estou mandando a mesma mensagem a todos por motivos óbvios.

AVESSOS disse...

Não para falar do amor
Não para falar da dor
Apenas escrever. muito bom o que voce escreve abracos

paula barros disse...

Poeta,
Sempre que você insiste em brigar com o papel, sai belezas que me deixam muda.Prefiro o papel mudo e suas palavras falando maravilhas.
abraços

Canto da Boca disse...

Conseguiste dar vida à asséptica brancura do papel, que deve ter ficado extasiado, diante do teu verbo.
;)